Integrantes de movimentos por moradia lotaram a Câmara Municipal de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (16/12), durante audiência sobre a destinação da área do antigo Aeroporto Carlos Prates, na Região Noroeste. A Prefeitura anunciou que 3.150 das 4.500 moradias a serem construídas serão destinadas à população de baixa renda, enquanto 30% das unidades terão livre comercialização.

O vereador Dr. Bruno Pedralva (PT), autor do requerimento, defendeu que os critérios de distribuição sejam definidos pelo Conselho Municipal de Habitação, ouvindo os movimentos populares. Lorhany Ramos de Almeida, representante do governo federal, detalhou o projeto, que inclui escolas, centro de saúde, UPA, restaurante popular, Museu da Aviação e o Parque Maria do Socorro, recentemente reaberto.

Segundo Pedro Maciel, secretário adjunto de Política Urbana, a modelagem econômica e o licenciamento ambiental serão concluídos em seis meses. Ele destacou que a comercialização de parte das unidades garantirá a viabilidade financeira do empreendimento.

O deputado federal Rogério Correia (PT) celebrou a conquista, enquanto Wallace Oliveira, do Movimento Trabalhadores por Direitos, pediu que remoções sejam minimizadas e os direitos das famílias garantidos. Já Claudius Pereira, presidente da Urbel, ressaltou que habitação popular é prioridade na gestão do prefeito Fuad Noman.

Ao final, Pedralva apresentou seis encaminhamentos, incluindo reuniões com o Ministério das Cidades, a inclusão de critérios sociais e a garantia de espaço para grupos como o Movimento Escoteiro e um Centro de Referência de Assistência Social no novo bairro.

Foto: Abraão Bruck/CMBH

 

 


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