Antes mesmo de ser empossado, o vice-prefeito Fuad Noman (PSD), substituto e Alexandre Kalil na Prefeitura de Belo Horizonte, já foi alvo do descontentamento dos professores da rede municipal, que realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (28) na Praça Sete, no hipercentro de BH.

O ato ocorreu pela manhã e reuniu servidores da educação municipal e estadual, além de representantes dos metroviários. Todas as categorias estão em greve.

Segundo a diretora do Sindicato dos trabalhadores em educação da rede pública de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH), Vanessa Portugal, a esperança é que o prefeito Fuad tenha uma postura diferente de Kalil, que deixou a prefeitura na última sexta-feira (25) para concorrer ao governo de Minas Gerais.

“A gente espera que a proposta que atenda o piso constitucional para os trabalhadores da educação, que nós não conseguimos concretizar com o Kalil, a gente possa concretizar com o Fuad. Até o momento não tivemos nenhuma sinalização, mas já enviamos um ofício endereçado a ele pedindo esse diálogo”, diz a diretora do Sindirede-BH.

Em greve, a categoria cobra um reajuste salarial de 33%, para que os salários pagos em BH sejam equivalentes ao piso salarial federal. A PBH apresentou uma proposta de aumento de 11% para todo o funcionalismo público, a ser pago em duas parcelas: 5% em agosto de 2022 e 6,77% em janeiro de 2023. A proposta, no entanto, não agradou os professores.

Abraço simbólico

Durante o ato dos professores, por volta das 11h45, o trânsito na Praça Sete foi interrompido para a realização de um abraço simbólico ao Pirulito. O ato durou cerca de 10 minutos e foi monitorado pela Polícia Militar. Não houve confusão e o ato foi encerrado pacificamente logo após o abraço.