Em assembleia realizada na terça-feira (29), os professores da rede municipal de ensino de Belo Horizonte decidiram manter a greve iniciada no último dia 16. A categoria cobra um reajuste salarial de 33%, para que os salários pagos em BH sejam equivalentes ao piso salarial federal.
A reunião dos servidores da educação ocorreu na frente da sede da prefeitura, na avenida Afonso Pena, no Centro da capital. Em decisão conjunta, os trabalhadores decidiram que vão permanecer de braços cruzados até a próxima sexta-feira (1º), quando os rumos da greve serão novamente discutidos em uma nova assembleia, que será realizada no mesmo local, também às 14h.
Antes disso, nesta quarta-feira (30), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (SindiRede-BH) se reúne com a prefeitura novamente para discutir os detalhes de uma nova proposta de reajuste.
A oferta inicial da PBH incluía um aumento de 11% para todo o funcionalismo público, a ser pago em duas parcelas: 5% em agosto de 2022 e 6,77% em janeiro de 2023. A proposta não agradou os trabalhadores.
Segundo a diretora do SindiRede-BH, Claudia Lopes da Costa, a greve tem sido efetiva o suficiente para pressionar o executivo. “A gente teve a troca da prefeitura, entrou agora o Fuad. Desde o dia 16, nós não tínhamos negociação e com certeza esse percentual influencia sim nessa marcação”, declara.
De acordo com a prefeitura, “todas as alternativas foram apresentadas à categoria e não há margem para gastos extras que comprometam a saúde fiscal do município”. Ainda de acordo com a PBH, o percentual de escolas afetadas pela greve foi de 10% num universo de 323 escolas municipais.

