Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, foi indicado oficialmente pelo PSB como pré-candidato à vice-presidência da República na chapa com o ex-presidente Lula (PT).
A confirmação vem após meses de rumores e foi divulgada em um documento, assinado pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, nesta sexta-feira (8), em uma reunião entre os dirigentes dos dois partidos em São Paulo .
“Vamos somar esforços para a reconstrução do nosso país. Nós vemos hoje um governo que atenta contra a democracia e as instituições”, disse Alckmin ao lado de Siqueira, Lula e Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.
“Chega de sofrimento para o povo brasileiro. É com esperança, entusiasmo e amor que vamos colocar nosso nome à disposição”.
O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que a chapa Lula-Alckmin nas Eleições 2022 deverá buscar temas de união e coesão social, e não privilegiar interesses ideológicos de nenhuma das partes.
“Vamos buscar aquilo que nos une: como colocarmos o país na quarta revolução industrial, como voltamos a criar mais empregos e melhorar a renda do trabalhador, como vamos explorar adequadamente a Amazônia transformando seus produtos de biotecnologia”, listou.
“São temas [pelos quais] todas as forças políticas e lideranças do país se interessam. Qualquer coisa fora disso não contribui para unificar o país e dar a coesão social e política necessária à democracia brasileira”, disse Siqueira.
Para Siqueira, o nome do ex-governador paulista “acena ao centro político”, o local para aonde vai o “pêndulo” das eleições, definiu.“[Alckmin] acena para um aspecto positivo, que é o centro político.
“Embora [o PSB] tenha muitos pontos diferentes com o PT, tem muitos outros aspectos que temos unidade de pensamento. Mais do unificar a esquerda e centro-esquerda, precisamos unificar outras forças políticas que chegam ao centro politico para fazer a coesão nacional no sentido de conquistar paz social e convivência pacífica”, disse.
“Ambos nossos partidos terão que compreender e estar a altura da superação dos problemas. Se não colocarmos nossas ideologias acima dos interesses do país, teremos condições plenas”, afirmou.
O presidente do PSB disse ainda que o PT precisa decidir qual é seu “objetivo central” que, para ele, “deveria ser eleger Lula e evitar disputas estaduais que desarticulem forças em torno dele”, disse após comentar sobre a candidatura de Márcio França (PSB) ao governo de São Paulo — onde também deve concorrer o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT).

