A federação formada por PSOL e a Rede Sustentabilidade realizou, nesta quinta-feira (9), sua primeira Assembleia Geral Nacional, na Câmara dos Deputados, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter aprovado o registro da composição.
Os partidos confirmaram o apoio à pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a presidência da República. Também aprovaram uma resolução que proíbe coligações estaduais com partidos de direita, extrema-direita e compõem a base de sustentação do governo Jair Bolsonaro.
Segundo a federação, estão vetadas alianças com PL, PP, PR, PTB, PSD, MDB, PSDB, União Brasil, Podemos, Avante e Novo.
Também foi definida uma cláusula que permite que candidatos possam divergir da orientação eleitoral dos partidos. Algumas das principais lideranças da federação, como Heloísa Helena e Marina Silva (Rede), ainda resistem em apoiar o nome de Lula no primeiro turno.
A federação terá como presidente o coordenador do MTST Guilherme Boulos (PSOL) e como vice-presidente, Heloísa Helena.
Juntos, PSOL e Rede possuem 10 deputados federais e um senador. Somados, os partidos receberão R$ 165,62 milhões do fundo eleitoral.
Na federação partidária, dois ou mais partidos se unem para disputar uma eleição, como nas coligações. Porém, essas legendas devem permanecer como um grupo só durante os quatro anos de mandato – neste caso, até 2026 – sem a opção formal de rompimento. A união vale não só em plano nacional, como nos 26 estados, no Distrito Federal e nos municípios.

