O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que as definições dos palanques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026 em Minas Gerais e Goiás devem ocorrer nas próximas semanas. Segundo ele, Minas deverá ter sua estratégia eleitoral definida em cerca de uma semana, enquanto Goiás deve chegar a uma solução até os primeiros dias de julho. Os dois estados são considerados os únicos em que a base lulista ainda não consolidou um projeto eleitoral para a disputa dos governos estaduais.

Em entrevista divulgada nesta segunda-feira, Edinho destacou que, apesar das indefinições regionais, a campanha de reeleição de Lula já possui uma estrutura organizada na maior parte do país. Ele atribuiu a facilidade de construção de alianças ao relacionamento institucional mantido pelo presidente com governadores e prefeitos durante o terceiro mandato.

Em Minas Gerais, a principal mudança de cenário ocorreu após a desistência do senador Rodrigo Pacheco, do PSB, de disputar o governo estadual. O parlamentar era visto como o nome preferido do presidente Lula para liderar uma ampla coalizão no estado. Com a saída de Pacheco da corrida eleitoral e seu anúncio de afastamento da vida política ao término do mandato, o PT passou a discutir novas alternativas.

Uma resolução aprovada pelo diretório petista mineiro defende o lançamento de candidatura própria ao governo. Ainda assim, a direção nacional mantém abertas as negociações com outros partidos. Entre os nomes que passaram a integrar as conversas está o de Gabriel Azevedo, do MDB, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo estadual. O PT também mantém diálogo com lideranças do PSB e já avaliou uma possível composição com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, embora essa hipótese encontre resistência.

Mesmo sem Rodrigo Pacheco, o PSB mineiro sinaliza que pretende apresentar um candidato próprio ao Palácio Tiradentes. A indefinição ocorre em um estado considerado estratégico para qualquer projeto presidencial devido ao peso eleitoral do eleitorado mineiro.

Em Goiás, a situação também permanece em aberto. A presidente estadual do PT, deputada Adriana Accorsi, decidiu não disputar o governo e priorizar a busca por um novo mandato na Câmara dos Deputados. A decisão obrigou o partido a buscar alternativas para liderar a chapa majoritária.

A principal aposta atual do PT goiano é o ex-deputado Luis Cesar Bueno. Apresentado recentemente aos partidos aliados, ele iniciou uma série de reuniões para ampliar apoios e consolidar sua pré-candidatura. Segundo o próprio ex-parlamentar, a demora na definição da estratégia não representa desorganização, mas uma tentativa de construir uma frente mais ampla.

Antes de avançar com o nome de Bueno, o PT chegou a procurar o ex-governador Marconi Perillo, do PSDB, em busca de uma aliança política. A articulação, porém, não prosperou. Apesar disso, dirigentes petistas afirmam que as negociações continuam e esperam anunciar em breve os formatos definitivos dos palanques que apoiarão a campanha de reeleição de Lula em Minas Gerais e Goiás.

Foto: Divulgação/PT


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