A Receita Federal negou, na noite desta quinta-feira, informações falsas divulgadas nas redes sociais sobre um suposto aumento da tributação incidente sobre professores em razão do reajuste do piso salarial do magistério. Segundo o órgão, as mensagens ignoram as regras legais de apuração do Imposto de Renda e levam a uma interpretação equivocada de que os profissionais da educação passariam a pagar mais tributo após o reajuste.
Em nota oficial, a Receita esclareceu que a recente reforma do Imposto de Renda ampliou a progressividade do sistema tributário, fazendo com que mais contribuintes deixem de pagar o imposto ou passem a recolher valores menores. A Lei 15.270 de 2025, sancionada no fim do ano passado, elevou a faixa de isenção mensal para rendimentos de até R$ 5 mil e reduziu a carga tributária para salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
De acordo com o Fisco, não procede a afirmação de que o aumento do piso salarial do magistério resulte automaticamente em maior cobrança de Imposto de Renda. A Receita destaca que os professores estão entre os grupos diretamente beneficiados pelas novas regras, que aliviam a tributação mesmo em casos de reajuste salarial.
O órgão apresentou simulações para demonstrar o impacto das mudanças. Em 2025, com piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava aproximadamente R$ 283,14 mensais de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, o valor do imposto cairá para cerca de R$ 46,78 por mês.
Segundo a Receita Federal, o efeito combinado do reajuste salarial e da redução do imposto garante ganho real no salário líquido dos professores, ao mesmo tempo em que corrige distorções históricas na tributação da renda da categoria.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

