Depois de anos de espera e sucessivos adiamentos, a recuperação funcional do pavimento da AMG-900, no trecho que liga o entroncamento da BR-352 ao distrito de Alberto Isaacson, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, foi finalmente concluída nesta semana. Os dois quilômetros da rodovia, que estavam em péssimas condições, receberam nova sinalização horizontal, incluindo marcações de borda e eixo da pista, além de placas de regulamentação, advertência e sinalização indicativa.

As obras, que deveriam ter sido iniciadas há muito tempo, começaram apenas em abril deste ano, após o término do período chuvoso, que foi utilizado como justificativa para os atrasos. A recuperação desse trecho faz parte de um conjunto de intervenções na região que o governo vinha prometendo há anos, mas que foi repetidamente postergado, deixando a população local insatisfeita e exposta a rodovias em condições precárias.

Além da AMG-900, as obras na MG-164, entre Bom Despacho e Martinho Campos, também têm sido marcadas por atrasos. Até o momento, apenas 70% das melhorias prometidas foram concluídas, abrangendo 45 quilômetros de rodovia. O impacto desses adiamentos tem sido sentido diretamente pelos cerca de 65 mil moradores de Martinho Campos, Bom Despacho e outras cidades próximas, que dependem da estrada para o deslocamento diário e enfrentaram durante anos dificuldades com buracos e falta de sinalização adequada.

Embora o governo esteja agora comemorando a conclusão parcial dessas obras, a população da região conviveu com a negligência e a demora em resolver esses problemas estruturais. As melhorias, ainda que necessárias, chegaram tarde para muitos que dependem dessas rodovias para trabalhar, estudar e escoar produtos. A modernização da malha viária, apesar de ser um avanço, só reflete a falta de compromisso anterior com a segurança e bem-estar dos moradores, que esperam agora que os projetos não voltem a ser negligenciados.

 


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