O Rock in Rio 2026 deverá movimentar R$ 3,36 bilhões na economia da cidade do Rio de Janeiro, segundo estimativa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O valor representa crescimento de 5% em relação aos R$ 3,2 bilhões registrados na edição de 2024 e reforça a importância do festival para diversos setores econômicos da capital fluminense.
A projeção foi divulgada às vésperas do início da venda de ingressos, marcada para a próxima segunda-feira (8). O estudo considera os gastos dos visitantes com hospedagem, alimentação, transporte, lazer, turismo e outros serviços durante os dias do evento.
A organização estima receber cerca de 700 mil pessoas ao longo da edição de 2026. Com isso, segmentos como hotelaria, comércio, entretenimento, restaurantes e transporte devem ser diretamente beneficiados pelo aumento do fluxo de turistas na cidade.
Os números iniciais de comercialização já indicam forte interesse do público de fora do estado. De acordo com a organização, a venda do Rock in Rio Card registrou aumento de 20% no número de compradores de outras unidades da federação em comparação com a edição anterior. Atualmente, 55% dos adquirentes dessa modalidade de ingresso residem fora do Rio de Janeiro.
Para marcar o início das vendas, o festival promoverá uma ação especial na orla carioca. Um grupo de 20 paramotores sobrevoará praias entre o Recreio dos Bandeirantes e o Leme, percorrendo pontos como Barra da Tijuca, São Conrado, Ipanema e Copacabana. O trajeto terá duração aproximada de uma hora e meia. Além disso, guitarras gigantes serão instaladas em diferentes locais da cidade como parte da divulgação.
Presidente do festival, Roberto Medina destacou a relevância da indústria criativa para a economia carioca. Segundo ele, o Rio de Janeiro movimentou cerca de R$ 41 bilhões nesse segmento no ano passado e recebe aproximadamente 12 milhões de turistas anualmente.
O estudo da FGV também aponta que cada R$ 1 investido na realização do Rock in Rio gera R$ 6,59 em movimentação econômica no Brasil, demonstrando o impacto do evento para além dos limites da capital fluminense.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

