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A segunda rodada de negociação entre Rússia e Ucrânia acontecerá nesta quarta-feira (2), anunciou a agência russa Tass, citando uma fonte do lado russo.

A primeira mesa de negociação aconteceu na segunda-feira na Bielorrússia perto da fronteira com a Ucrânia e não obteve resultados concretos.

O anúncio aconteceu horas após o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, declarar que a Rússia continuará a sua ofensiva na Ucrânia até alcançar os seus objetivos, em um contexto de intensificação do uso da força por parte das tropas de Moscou.

— As Forças Armadas russas continuarão a operação militar especial até que sejam cumpridos os objetivos fixados — afirmou Shoigu em uma entrevista coletiva.

O ministro mais uma vez disse que a Rússia busca a “desmilitarização” e a “desnazificação” da Ucrânia, assim como proteger a Rússia da “ameaça militar criada pelos países ocidentais”. Todas estas metas já foram declaradas antes.

Por desnazificação, é incerto ao que o ministro se refere. Embora haja grupos paramilitares de extrema direita em operação na Ucrânia, o governo russo, desde o começo da ofensiva, tem falsamente acusado a liderança ucraniana de ser comandada por neonazistas.

Após iniciar a ofensiva com ataques mais pontuais, há sinais de que a Rússia começa a adotar táticas mais brutais e destrutivas ao encontrarem uma resistência mais dura do que esperava.

Após vários fracassos militares — como visto, por exemplo, na coluna de veículos russos Tigr fortemente blindados destruídos após tentarem entrar em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia —, autoridades dos EUA e nações aliadas esperam táticas agressivas mais indiscriminadas, com um uso de artilharia e bombardeios pesados. Isto acarretará um número de vítimas e uma destrutividade muito maiores.

Apesar de o número de vítimas civis já estar aumentando, o ministro negou que as tropas russas tomem como alvos infraestruturas civis ou residenciais. Ele repetiu o discurso das autoridades de Moscou de que as forças ucranianas utilizam os civis como escudos.

Fonte: O Globo

 


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