Rodrigo Pacheco tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na quarta-feira (30), em cerimônia realizada na sede da instituição, em Brasília. O agora ex-senador ocupa a vaga deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo no fim de agosto. O evento teve acesso restrito a convidados e reuniu autoridades dos poderes Executivo e Judiciário.

A nomeação de Pacheco foi publicada na segunda-feira (28), com assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os presentes à posse estava o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB). A chegada à Corte de Contas marca uma nova etapa na trajetória do parlamentar, que presidiu o Senado entre 2021 e 2024.

No discurso, Pacheco defendeu o diálogo institucional e a transparência na relação do Estado com a população. Afirmou que a aproximação entre instituições contribui para fortalecê-las e ressaltou que os brasileiros esperam probidade, respeito à legislação e resultados concretos na aplicação dos recursos públicos.

O novo ministro também destacou a importância do funcionamento das políticas públicas e da prestação dos serviços. Sua manifestação vinculou a atuação estatal à necessidade de produzir benefícios para os cidadãos, com atenção tanto ao cumprimento das regras quanto aos efeitos das decisões administrativas sobre a sociedade.

O presidente do TCU, Vital do Rêgo, elogiou a trajetória de Pacheco e avaliou que a experiência parlamentar poderá contribuir para o exercício da nova função. Segundo ele, a passagem pelo Legislativo oferece uma compreensão concreta da construção das decisões públicas, das dificuldades de execução das políticas e das relações entre os Poderes.

Antes da indicação ao TCU, Pacheco foi considerado para outros destinos políticos. No ano passado, seu nome chegou a ser cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), com apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Lula, entretanto, escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias.

O presidente da República também desejava que Pacheco disputasse o governo de Minas Gerais. O então senador recusou a proposta e, depois dessa decisão, chegou a sinalizar que poderia deixar a vida pública. A nomeação para o tribunal consolidou um caminho diferente daquele inicialmente defendido por Lula para a disputa estadual.

Na indicação à Corte de Contas, Pacheco voltou a receber apoio de Alcolumbre. Esse respaldo contribuiu para acelerar a tramitação da escolha no Congresso. No início de setembro, a indicação foi aprovada por 63 votos favoráveis e quatro contrários no Senado, além de 404 votos a favor e 61 contra na Câmara dos Deputados.

A cerimônia contou com os ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin. Também participaram o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão, acompanhado pelo ministro Benedito Gonçalves.

Estiveram presentes ainda o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, e a procuradora-geral do Ministério Público junto ao TCU, Cristina Machado da Costa e Silva. A presença dessas autoridades acompanhou a formalização da entrada de Pacheco no colegiado responsável pelo controle das contas federais.

O TCU possui nove ministros. Sua composição reúne integrantes escolhidos pelo Congresso Nacional e pela Presidência da República, conforme as regras de preenchimento das vagas do tribunal. Pacheco passa a atuar nesse colegiado nacional.

Foto: Divulgação/ TCU


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