Com a eleição de Davi Alcolumbre (União-AP) para a presidência do Senado, crescem as especulações sobre o futuro de Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Segunda apuração do Valor Econômico, caso a mudança se concretizasse, Alckmin passaria a se dedicar exclusivamente à vice-presidência ou poderia ser realocado em outra pasta estratégica. A reestruturação ministerial faz parte de um esforço para consolidar a base de apoio do governo, especialmente em Minas Gerais, terceira maior coleção eleitoral de aliados de Pacheco avaliam que sua presença no Mdic pode fortalecer a interlocução com o empresário mineiro, especialmente com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que mantém proximidade com o governador Romeu Zema (Novo) e lideranças da direita local. O movimento também busca estruturar um palanque competitivo para Lula em Minas nas eleições de 2026.
Na última quinta-feira (30), Lula foi questionado sobre o futuro de Pacheco durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Sem confirmar a nomeação, o presidente declarou que gostaria de vê-lo candidato ao governo mineiro em 2026, reforçando a importância estratégica do senador para o PT no estado.
Pacheco chegou a ser cogitado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ) devido à sua formação jurídica e experiência como ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. No entanto, Lula optou por manter Ricardo Lewandowski à frente da pasta, preservando a sua experiência e proximidade com o Supremo Tribunal
Diante de um cenário político dominado por figuras da direita, como Zema, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), Pacheco surge como a principal liderança de centro capaz de contrabalançar essa força em Minas. Sua possível nomeação para o Mdic pode ser decisiva para consolidar essa posição, tanto no campo institucional
Foto: Ricardo Stuckert / PR

