O ministro da Casa Civil, Rui Costa, participou neste domingo (13) da entrega do Residencial Vitória da União, em Salvador, ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. O empreendimento, que integra o programa Minha Casa, Minha Vida, recebeu mais de R$ 39 milhões em investimentos e conta com 260 unidades habitacionais — 220 apartamentos e 40 casas — além de centro comunitário, quadra de esportes e parque infantil.

Rui Costa destacou que o residencial representa a política de cuidado com as pessoas. “Esse conjunto habitacional é um exemplo do que é gostar de cuidar de gente, cuidar das pessoas. Foi retomado em 2023 e hoje entregamos com orgulho para dar dignidade às famílias. Toda casa é um ninho para a família”, afirmou o ministro, que também anunciou uma nova seleção do programa habitacional, com previsão de mais 40 mil moradias para entidades e outras 40 mil para áreas rurais.

O Residencial Vitória da União integra o Novo PAC na modalidade Minha Casa, Minha Vida Entidades, executado em parceria com a União Por Moradia Popular. Rui Costa lembrou que, ao assumir o governo em 2023, a gestão do presidente Lula encontrou mais de 12 mil obras paralisadas em todo o país, incluindo 87 mil unidades habitacionais abandonadas. “Tinha conjunto com até 80% pronto, mas que foi deixado de lado. O presidente Lula ficou indignado e determinou a retomada dessas obras no Novo PAC. É isso que estamos fazendo em todo o Brasil”, disse.

O Minha Casa, Minha Vida Entidades é voltado à construção de moradias para famílias de baixa renda em áreas urbanas, com atuação de entidades privadas sem fins lucrativos. Desde a retomada do programa, em 2023, já foram selecionadas 49,4 mil novas unidades habitacionais nessa modalidade.

Durante o evento, Rui Costa também anunciou que novos equipamentos de saúde serão contemplados na próxima fase do Novo PAC Seleções, como postos de saúde, UPAs, policlínicas, hospitais, maternidades e casas de parto. O ministro destacou ainda que o programa “Agora Tem Especialistas” já está em execução, com o objetivo de zerar as filas de exames e cirurgias. “No Brasil inteiro, muita gente vai ao posto de saúde, mas não consegue fazer o exame ou a cirurgia recomendada. Esse programa vai garantir que hospitais públicos e policlínicas possam realizar esses procedimentos”, afirmou.

O ministro aproveitou para reforçar a defesa da reforma tributária em tramitação no Congresso. “O Brasil é um país historicamente injusto. Hoje, o pobre paga mais imposto do que o rico, e a classe média paga mais do que os muito ricos. O presidente Lula está inconformado com isso. Por isso, encaminhou um projeto de lei que deve ser votado ainda em julho, para isentar do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil e reduzir a carga de quem ganha até R$ 7 mil. Isso é justiça fiscal, justiça tributária”, disse Rui Costa.

Em outro trecho de sua fala, o ministro abordou o tema da soberania nacional diante do cenário internacional. Ele criticou as articulações que, segundo ele, são feitas por brasileiros contra o país no exterior, numa referência à recente taxação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos. “Conquistamos a independência em 1822 e ela se consolidou em 2 de julho de 1823, com a luta do povo baiano. O Brasil é soberano e não vai aceitar que meia dúzia de brasileiros, de forma oportunista, traiam a pátria. Nosso país precisa estar unido em torno de duas ideias: justiça fiscal e soberania nacional”, declarou. “Se a tarifa for efetivada, vamos aplicar reciprocidade e cobrar das empresas americanas”, concluiu.

Foto: Matheus Landim/GOVBA


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