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O Ministério da Saúde informou, nesta segunda-feira (23), que investiga mais um caso suspeito de hepatite grave de causa desconhecida em Goiás. Uma paciente de 2 anos, que é moradora de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, já estava sendo monitorada desde semana passada pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO).

A pasta não informou a idade da nova criança suspeita e nem de qual município goiano ela é. O g1 solicitou as informações à SES-GO, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que instalou a chamada “Sala de Situação” para monitorar e acompanhar os casos no Brasil. “A iniciativa tem como objetivo apoiar as investigações, bem como o levantamento de evidências para identificar as possíveis causas”, escreveu o ministério.

Além dos técnicos da pasta da Saúde, a sala conta com a participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e outros especialistas.

Segundo o ministério, a medida deve padronizar as informações e orientar os fluxos de notificação e investigação dos casos para todos as secretarias estaduais e municipais de saúde, bem como para os Laboratórios Centrais.

Casos suspeitos em Goiás

Na quinta-feira (19), a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) informou a monitoração de um caso suspeito de hepatite grave de causa desconhecida em uma menina de 2 anos, moradora de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

Conforme apurou a TV Anhanguera, menina ficou internada no Hospital das Clínicas (HC) e passa bem.

Ela teve alguns sintomas clássicos da hepatite, passou por diversos exames que praticamente já descartaram os outros tipos de hepatite, indicando a possibilidade da hepatite aguda grave.

Pouco se sabe sobre a hepatite aguda grave, também conhecida como hepatite de causa desconhecida. No entanto, a Superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, explicou que existem três classificações para este tipo de hepatite: suspeito, provável ou descartado. Somente exames laboratoriais podem confirmar a classificação da doença.

Se o caso for considerado provável, Flúvia Amorim explicou que será preciso aguardar mais exames para saber qual agente causou a doença. “Primeiro se descarta a causa, como viral ou bacteriana. Se todos [exames] forem negativo, vamos tentar identificar qual é o agente causador da infecção por meio de exames mais complexos”, disse Amorim.

Alguns países, entre eles, o Reino Unido, por exemplo, acharam o adenovírus e o sars-cov como agentes causadores deste tipo de hepatite, conforme explicou a superintendente.

Segundo o Ministério da Saúde, até domingo foram notificados 76 casos da hepatite aguda no Brasil. Desses, 12 foram descartados e 64 permanecem em investigação.


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