A pesquisa Datafolha divulgada ontem apontou Luiz Inácio Lula da Silva com 52% das intenções de votos válidos e o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 48%. Ambos aparecem tecnicamente empatados na margem de erro e, para o colunista do UOL José Roberto de Toledo, uma diferença apertada no resultado do dia 30 de outubro fará com que aconteça ainda um “3º turno” das eleições.

A única certeza que eu tenho é que no melhor cenário haverá um 3º turno, porque se o Lula ganhar será por uma margem pequena o suficiente para o Bolsonaro contestar o resultado”, disse durante o programa Análise de Pesquisas.

Toledo também disse que, embora Bolsonaro tenha se aproximado do petista nas pesquisas e diminuído a diferença, Lula segue sendo o favorito para vencer as eleições. Entretanto, afirmou que o ex-presidente deve agir para não permitir a virada de seu adversário.

A virada é possível e Bolsonaro sempre teve possibilidade de vitória. É claro que à medida que ele se aproxima do Lula essa possibilidade aumenta, mas continuo achando que o Lula é favorito. A gente está dizendo desde o começo que ia apertar, mas o Lula continua favorito”.

O TSE melhorou. Ele se equipou melhor e o Alexandre de Moraes é muito mais proativo que gestões anteriores, às vezes até proativo demais, mas não dá para acusar Alexandre de Moraes de passividade. Pode acusar de qualquer outra coisa, mas passivo ele não é“, disse Toledo sobre a tentativa de combater fake news pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Ele, entretanto, ponderou que a disseminação de desinformação online é um tipo de monitoramento muito difícil de ser feito e, por isso, torna-se inviável que essa rede seja contida.

Tem um limite, não tem como a Justiça Eleitoral dar conta da rede de desinformação que campeia nas mídias sociais, especialmente nas mídias que o monitoramento é muito difícil ou impossível de fazer, como é o caso do WhatsApp e do Telegram. Você não tem sequer acesso e não sabe exatamente o que está acontecendo”.

Não é uma situação confortável. Está na frente ainda, mas acabou qualquer possibilidade de gordura. Agora é hora de entrar em campo um pouco da reta final do que foi em 2014 entre Dilma e Aécio, está muito parecido o cenário”, disse o colunista do UOL Alberto Bombig.

Ele também afirmou que Lula deve focar em correr atrás dos votos de eleitores indecisos e também virar votos de Bolsonaro, ou seja, mudar a estratégia da campanha.

É hora de sentar e conversar para ver o que fazer porque apertou de novo. Talvez mudar o formato do programa, talvez mudar a agenda do candidato. Enfim, precisa mudar a estratégia. A campanha que vinha sendo feita até hoje eu entendo que tem que mudar“.


Avatar