A greve irá continuar. Na manhã desta quarta-feira (8/6), houve mais uma reunião na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para decidir os rumos da greve dos professores da rede particular, que teve início na última segunda-feira (6).

De acordo com o diretor do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro- MG) e coordenador de negociação, Newton de Souza, a negociação ” não avançou nada”. Ontem, houve uma reunião com diretores de escolas, e na próxima segunda-feira (11) às 10h, haverá uma nova rodada sobre a continuidade do movimento na ALMG.

De acordo com o diretor, na reunião dessa terça, foi admitido – além do reajuste de 5% já proposto – mais 1% em outubro, mas não houve formalização.

Os professores reivindicam recomposição salarial de acordo com a inflação acumulada e um ganho real de 5%, manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), regulamentação do trabalho virtual, entre outros pontos de valorização profissional.

Newton ressaltou que há um desejo de que as frentes envolvidas na causa se “dividam”, fazendo com que o movimento perca força. ” Estão tentando dividir a nossa convenção, fazer uma para o curso superior e outra pata os demais. Mas a gente acha que isso não cabe, porque todo mundo é professor, os direitos sociais são comuns. Assim fica mais difícil preservarmos os direitos, com a própria categoria se dividindo”, explicou.

O Sinpro MG entrou com um pedido de dissídio de greve – quando ocorre a suspensão coletiva do trabalho e são propostos, em geral, pelos empregadores – para o Ministério do Trabalho.

“Solicitamos que o Tribunal Regional do Trabalho faça a mediação. A partir da definição, nós podemos aguardar uma audiência e ver qual será a avaliação sobre nossas reivindicações. O objetivo da greve é que haja esse julgamento, uma vez que não conseguimos acordo com os donos de escolas diretamente. A greve é essencial para o dissídio, pois, sem ela, somente por comum acordo, e ele não existe”, argumentou Newton.

Baixa adesão

A greve teve início na segunda-feira (6) com baixa adesão. De acordo com Thais D’ Fonseca, presidente interina do Sinpro MG, cerca de 30% aderiram ao movimento. “Temos avaliado desde o início do movimento uma forte ofensiva das escolas sob os professores”, disse.

“Somente neste ano, algumas escolas reajustaram o preço das mensalidades em média de 14%. Diante desta situação das escolas já estarem normalizadas, com aumento nas mensalidades, compreendemos que a nossa recomposição é mais que justa”, completou a presidente.

Em nota, o Sindicato dos Professores de Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe MG), esclareceu que a greve não deve continuar no período de negociação, devido ao compromisso com as famílias e alunos.