A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal realizará nesta terça-feira, 4 de novembro, às 10h30, uma audiência pública para discutir o diagnóstico e o tratamento da Síndrome do Nariz Vazio (SNV). O debate foi proposto pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), visando dar visibilidade a essa condição rara e pouco compreendida.
A SNV é uma condição médica rara que, em geral, se manifesta após surgias nasais, especialmente aquelas que envolvem a remoção excessiva dos cornetos. Os cornetos são estruturas cruciais para umidificar e aquecer o ar inalado. O problema causa no paciente uma paradoxal sensação de obstrução nasal, mesmo quando as vias aéreas estão abertas. Outros sintomas relatados são secura, ressecamento, formação de crostas e ansiedade. A dificuldade em respirar persiste porque o ar deixa de interagir adequadamente com a mucosa nasal, comprometendo a percepção do fluxo aéreo.
A senadora Mara Gabrilli destacou a importância de o Legislativo atuar nesta causa. No requerimento da audiência pública (REQ 6/2025 – CDH), ela afirmou: “A SNV é uma condição cujo reconhecimento como doença ainda depende de avanços nas pesquisas científicas e do consenso de médicos e especialistas. Como legisladores e formuladores de políticas públicas, precisamos conhecer de perto a realidade dessas pessoas e trabalhar na busca de medidas efetivas para acolher a todos, dentro dos nossos limites de atuação”.
Confirmaram presença no debate diversos especialistas e pacientes. Entre os convidados estão Dário Antunes, chefe do Serviço de Rinoplastia do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de Belo Horizonte; Janaína de Andréa Dernowsek, cofundadora e CEO da startup Quantis; José Eduardo Lutaif Dolci, membro do Conselho Federal de Medicina (CFM); e Arthur Menino Castilho, segundo-vice-presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Além disso, o debate contará com a participação de pacientes com a SNV, como Emmanuelle Mariz de Almeida, Fernanda Scalisse, Andrea de Camargo Van Caspel, Juliana Costa e Marilene Garbulha. A comissão ainda aguarda a confirmação de um representante do Ministério da Saúde.
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

