Crianças e adolescentes com diabetes mellitus do tipo um poderão ter maior acesso a novas tecnologias para diagnóstico e tratamento da doença. Um projeto de lei em tramitação no Senado prevê atenção integral a esses pacientes, além da capacitação de profissionais da educação sobre o tema. O PL seiscentos de dois mil e vinte e cinco, de autoria da senadora Mara Gabrilli, ainda será analisado pelas comissões.

A proposta complementa a Política Nacional de Prevenção do Diabetes e de Assistência Integral à Pessoa Diabética. Segundo a autora, o Brasil enfrenta dificuldades no controle adequado da doença, comprometendo o acesso a tratamentos e recursos essenciais para a regulação da glicemia.

“De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, estima-se que noventa e dois mil e trezentas crianças e adolescentes no Brasil convivam com diabetes tipo um, colocando o país na terceira posição mundial em incidência infantil da doença, atrás apenas da Índia e dos Estados Unidos“, justifica a senadora.

O aumento da prevalência da doença preocupa especialistas. Em mil novecentos e noventa, havia dois milhões e trezentas mil crianças e adolescentes com diabetes tipo um em todo o mundo. Em três décadas, esse número saltou para oito milhões e oitocentos mil, com projeções indicando que pode atingir dezessete milhões e quatrocentos mil até dois mil e quarenta.

O diabetes tipo um é uma doença crônica que exige monitoramento constante para evitar complicações como hipoglicemia, hospitalizações frequentes e o desenvolvimento de comorbidades. Além do impacto na saúde, a doença gera desafios socioeducacionais e psicológicos para as famílias e para o sistema público de saúde.

“O impacto do diabetes tipo um na saúde pública é crescente. Projeções do Ministério da Saúde indicam que esse percentual pode chegar a treze vírgula seis por cento da população pediátrica até dois mil e quarenta, evidenciando a necessidade de estratégias eficazes para o controle da doença e suas complicações a longo prazo”, destaca o texto.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


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