O debate entre os dois candidatos à Presidência da República, promovido ontem (16), pela Band, em parceria com UOL, Folha de S.Paulo e TV Cultura, mostrou que, atualmente, o sucesso de um evento como esse não se mede mais somente por números de audiência. Levantamento conduzido pela Vert.se Inteligência Digital, empresa de business intelligence com foco em dados de redes sociais, apontou que, durante o confronto, os posts no Instagram que citaram o termo “debate” somaram cerca de 7,3 milhões de interações. No mesmo período, as publicações que citavam “Lula” acarretaram 14,45 milhões de interações e “Bolsonaro” 16,28 milhões.

Nas redes sociais, Jair Bolsonaro foi citado com maior frequência, sobretudo no primeiro bloco (59%), mas Luiz Inácio Lula da Silva teve índice maior de menções positivas, principalmente no segundo bloco (56%). O estudo da Vert.se apurou que o post com maior engajamento foi de uma página de fofoca (Choquei), destacando o broche que Lula usou no encontro, do projeto Faça Bonito, contra violência sexual infantil. Foram mais de 566 mil interações.

O levantamento constatou que, no dia do evento, Bolsonaro somou mais novos seguidores no Instagram, enquanto Lula teve melhor performance no Twitter. Além disso, ambos fizeram live após o debate. Somando as duas redes, apenas no domingo, o candidato do PT somou 40,6 mil novos fãs. Já o candidato do PL angariou 57,5 mil novos seguidores.

No Twitter, o encontro tomou conta das conversas e discussões. Nos trending topics o debate teve amplo predomínio. Ao fim da transmissão, 11 dos 12 assuntos mais comentados do Twitter eram referentes ao evento. “Lulinha”, “Complexo do Alemão”, “pequeno ditadorzinho”, “mentira” e “XVideos” estiveram entre os destaques por bastante tempo. E sim, este último tinha a ver com o debate.

Até a madrugada desta segunda, ambos os candidatos haviam publicado três posts sobre o debate em seus perfis no Instagram. Lula postou sobre seu broche, suas considerações finais e uma foto sua durante o debate. Por sua vez, Bolsonaro usou a rede para atacar o oponente em todos os conteúdos postados.

Na internet – No Google, Lula teve o maior interesse de busca durante o debate, somando 54% das pesquisas do público, enquanto Bolsonaro teve 46%. Pernambuco, Mato Grosso e Santa Catarina foram as regiões que mais buscaram sobre os candidatos e o debate na plataforma, sendo que educação foi o principal assunto pesquisado.

Ao falar sobre Amazônia durante o debate, o ex-presidente e o atual incentivaram o telespectador a “dar um Google”, ou seja, pesquisar sobre durante qual governo houve mais desmatamento nas florestas, e o público atendeu. Às 21h do domingo houve um pico expressivo de buscas pelo termo “desmatamento”, e nas pesquisas relacionadas se destacaram termos como “desmatamento Lula e Bolsonaro” e “desmatamento Lula 2003 a 2006”.

Audiência – Foram registradas mais de 2,2 milhões de visualizações na transmissão ao vivo pelo canal “Band Jornalismo” no YouTube, cerca de 700 mil a mais do que no debate transmitido pela emissora no primeiro turno, constituindo novo recorde de maior live jornalística da história da plataforma no Brasil. Na TV, por outro lado, foi observada audiência média de 12 pontos durante a exibição, com pico de 14,5, um pouco abaixo da transmissão do primeiro turno (13,8 pontos percentuais).


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