O ministro Dias Toffoli determinou hoje que duas ações do caso Tacla Duran que tramitam na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba sejam suspensas e enviadas ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Ministro reitera decisão de Ricardo Lewandowski, que se aposentou da Corte no mês passado. “Aparentemente, a determinação de suspensão dos feitos não foi respeitada”, escreveu Toffoli.

Tacla Duran foi advogado da Odebrecht entre 2011 e 2016, e foi acusado pela Lava Jato de movimentar R$ 95 milhões para a empreiteira e lavar ao menos R$ 50 milhões por meio de suas empresas.

Na época, ele citou os nomes do ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União-PR) e do ex-procurador e deputado cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) no que teria sido um caso de extorsão.

Por citar o nome de Moro e Deltan, o juiz Eduardo Appio enviou o caso ao Supremo.

Em 2019, Duran disse ao colunista Jamil Chade, do UOL, que “pagou para não ser preso” e citou uma tentativa de extorsão de US$ 5 milhões.

Ele também disse que pagou uma primeira parcela do total de US$ 5 milhões, mas que se recusou a pagar o restante e fugiu para a Espanha.


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