Os trabalhadores da educação decidiram permanecer com a greve por tempo indeterminado, após Assembleia Estadual de Greve realizada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), nesta quinta, 31.

Eles destacaram que os recursos para pagar o Piso Salarial estão no caixa do governo e são provenientes do Fundeb, Fundo de Desenvolvimento e Manutenção da Educação Básica. Em greve desde 9 de março, os educadores e educadoras afirmam que falta vontade Política do governo para honrar os compromissos com a categoria e por isso a greve vai continuar.

A direção do Sind-UTE/MG destaca que o governo Zema não negocia e, após judicializar a greve, se retirou do processo de mediação feito pelo Tribunal de Justiça. Desde 2019, já foram 20 reuniões com a Secretaria de Eatado de Planejamento e Gestão (Seplag) e o governo Zema não apresentou até agora o planejamento financeiro para aplicação dos reajustes.

Ao destacar a importância da data e a dimensão que o movimento já alcança em todo Estado, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, afirmou: “nossa greve e Assembleias Estaduais têm acontecido em datas importantes para todos e todas nós. No Dia Internacional de Luta das Mulheres, depois no Dia Nacional do Piso Salarial e hoje, neste 31 de março, que nos relembra o triste momento do golpe militar de 1964. Estamos na luta pelo Piso Salarial e com unidade para lutar em defesa da democracia e dizer ditadura nunca mais!”.

Os trabalhadores aprovaram durante a assembleia um calendário de lutas. De 1 a 5 de abril farão atos locais e regionais de pressão para a sanção integral do PL 3.568/2022 e das as emendas apresentadas. No dia 6 de abril eles farão nova Assembleia Estadual de Greve, já no dia 9 de abril, irão participar no Ato Nacional Fora Bolsonaro. A educação fiz que não vai parar a lutar enquanto o governo não pagar o que lhe deve.

Crédito da foto: Luiz Rocha/Sindutemg


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