Por Geraldo Elísio (Repórter)

Na velha Belo Horizonte, antes da liberação dos costumes sexuais, o sonho de consumo de qualquer jovem do interior de Minas Gerais era, quando tivesse a oportunidade de estar na Capital do Estado ter a oportunidade de frequentar os cabarés da Zezé ou da Margarida, este último próximo ao quartel dos 12 RI.

Ambas – apesar do peso da mais antiga profissão do mundo nas costas – respeitáveis prostitutas, os seus locais de trabalho deixaram em polvorosa as cabeças de tantos adolescentes. Isso num tempo em que o filme E Deus criou a mulher, estrelado por Brigitte Bardot, era proibido para menores de 18 anos.

Cabarés de zona boêmia é verdade, mas redutos de mulheres lindas que “caiam na vida” e, nesses templos de sensualidade reprimida “faziam de tudo“, que com toda naturalidade do mundo, em todo o planeta, fazem as gerações de agora envolvidas com a prostituição.

Dona Zezé e Margarida responsáveis por rigorosas observações de comportamentos distantes de Eros ou Psique, mantendo rigorosa ordem nos padrões de suas casas. Na vizinha cidade de Curvelo, dona Maria Arruda, sem atingir os mesmos padrões das colegas de Belo Horizonte “também exigia respeito”.

E por que eu abordo esse assunto ao falar de política e anexos? Por entender que no Brasil de hoje as instituições que não devem ser confundidas com as outrora “casas de tolerância”, perderam muitos graus de qualidade. Seus gerenciadores não se fazem respeitar pelos colegas e o conjunto desrespeita o povo brasileiro como todo.

Não sendo político, muito antes pelo contrário, um anarquista graças a Deus chegou ao cúmulo de supor uma solução onde possa passar, por donas Maria Arruda, Zezé e Margarida gerenciando o País, tal o nível de desorganização a que chegou o País descoberto oficialmente por Cabral.

Até as administradoras citadas eram chamadas de donas – apesar dos pesares – e nos seus planos profissionais era impossível entornar o caldo como o Brasil de hoje. Bagunça completa e generalizada, perfeita desorganização e falta de respeito e critérios. Nos anais das falas desorganizadamente sutis.