O candidato do Republicanos à Prefeitura de Belo Horizonte, Mauro Tramonte, caminhou nesta quarta-feira (02/10) pelo bairro Primeiro de Maio, na regional Norte, e ficou indignado com o abandono do poder público municipal com o povo da região. Esgoto correndo a céu aberto, lixo acumulado nas ruas, sucata de veículos abandonados e muitas reclamações sobre a falta de policiamento e de médicos nos postos de saúde.

“Essas pessoas foram esquecidas pela prefeitura. Eu vou trabalhar para as pessoas mais pobres da cidade, que precisam dos serviços do poder público. Recebi a informação de que aqui na região só tem um psiquiatra para atender mais de 40 bairros. Esse é um problema muito sério, já que o povo precisa esperar até um ano para conseguir uma consulta. Não vou deixar faltar médico em BH, vamos fazer parcerias com faculdades de medicina para que não falte atendimento na saúde”, reafirmou o candidato líder nas pesquisas de intenção de voto.

Segundo Mauro Tramonte, outra demanda da região é por mais policiamento nas ruas. “O povo tem medo de transitar pelas ruas, principalmente perto do Abrigo São Paulo, destinado ao atendimento de pessoas em situação de rua. Vou colocar a Guarda Municipal nas regiões com maiores índices de furtos e roubos. As pessoas aqui se sentem inseguras, já que não há presença do poder público”, enfatizou.

Obras de prevenção a enchentes

Questionado por uma moradora da região sobre a continuidade das obras de prevenção de enchentes do Ribeirão Pampulha, iniciada na gestão do ex-prefeito Alexandre Kalil, Tramonte garantiu que vai buscar os recursos necessários para finalizar a construção. “O prefeito tem que sair do gabinete com ar-condicionado e ver de perto o sofrimento desse povo pobre. Vou bater na porta de quem for preciso para melhorar a vida dessa parcela da população que mais precisa”, disse.

Kalil, que esteve com Tramonte no Primeiro de Maio, falou que o candidato do Republicanos é o único que se preocupa com o povo pobre da cidade. “O bairro Primeiro de Maio é um marco de Belo Horizonte, já que surgiu de uma ocupação e hoje é uma das regiões mais importantes da cidade. Terminar essa obra de prevenção de enchentes é o mínimo que o prefeito pode fazer, já que a atual administração municipal não consegue nem apresentar um projeto. Esse prefeito que está ai não termina a obra porque não tem interesse”, disparou.

Beco São Cristóvão

Mauro Tramonte desceu pelas vielas do beco São Cristóvão e viu o abandono do local. Esgoto, muito lixo, carcaça de carros abandonados, ruas sem pavimentação e pessoas em situação precária de sobrevivência. “Isso que a gente vê é um absurdo, um abandono total. Quando chove, há risco até dessas pessoas morrerem. Se fosse na região Sul, a gente não encontrava essa situação de abandono. Quando for prefeito, vou trabalhar para esse povo pobre de BH”, disse.

Moradora do beco São Cristóvão há 18 anos, Patrícia Rodrigues reclamou da falta de apoio da prefeitura. “Moro aqui minha vida toda e nunca ninguém da prefeitura me ofereceu ajuda. Tenho um filho de quatro anos e estou grávida. Vivo em meio à sujeira, muita gente que morava aqui foi embora com medo da violência e das enchentes. Não sei para quem pedir ajuda, me sinto abandonada. Quando chove, fico com muito medo. Acredito que Mauro Tramonte será um bom prefeito para os pobres”, desabafou.

A líder comunitária Núbia Botelho agradeceu a presença de Mauro Tramonte na comunidade. “Quando Mauro era apresentador do Balanço Geral ajudou muito a nossa região, denunciando na TV os problemas do povo. A gente sofre muito com os alagamentos quando chove. Mauro Tramonte usou a emissora de TV para transmitir nosso problema, nossas manifestações por melhorias. Todas as vezes que precisamos cobrar alguma solução da prefeitura, Mauro Tramonte esteve presente junto com o povo. Ele é muito especial e querido na nossa comunidade. O Primeiro de Maio está com Mauro Tramonte”, destacou a moradora, que vive na região há 35 anos.

Foto: Rodrigo Lima


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