Em apenas sete meses de 2024, o volume de recursos aprovados para o Fundo Clima alcançou quase 2,5 vezes (143%) o total de aprovações acumuladas nos últimos dez anos, somando R$ 7,3 bilhões entre abril e outubro. Esses valores representam cerca de 70% dos R$ 10,4 bilhões destinados ao fundo neste ano pela União, para o financiamento de projetos focados na mitigação das mudanças climáticas e seus impactos.
O Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é um dos principais mecanismos de financiamento para iniciativas que integram a Política Nacional sobre Mudança do Clima. Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, esses recursos viabilizaram projetos em áreas como energia eólica, solar e biogás, além de mobilidade urbana e eletrificação da frota pública, gerando mais de 15 mil empregos sustentáveis.
Além dos R$ 7,3 bilhões já aprovados, o fundo conta com R$ 2,7 bilhões em projetos em fase de análise ainda para 2024. A demanda projetada para 2025 soma R$ 11,5 bilhões, refletindo o crescimento do interesse em iniciativas de descarbonização, especialmente em combustíveis sustentáveis como o SAF (combustível de aviação sustentável) e alternativas para navegação. Mercadante destacou o potencial de liderança do Brasil no mercado global de combustíveis sustentáveis e a necessidade de dobrar os recursos do Fundo Clima para atender a essa demanda.
O Fundo Clima também demonstrou avanços na redução de emissões de CO2 e no desenvolvimento regional. As operações aprovadas até outubro contribuem para evitar ou remover 3,3 milhões de toneladas de CO2-equivalente por ano, volume 16 vezes superior ao total de emissões evitadas em 2023. No Nordeste, o valor de R$ 1 bilhão aprovado de abril a outubro representa um crescimento expressivo em relação aos R$ 51 milhões de 2022, ampliando o impacto sustentável da iniciativa nessas regiões.

