O Arquipélago do Marajó, no Pará, passou a contar com 63 novas equipes de saúde destinadas a atender a população ribeirinha e reduzir desigualdades no acesso a serviços médicos. A iniciativa, conduzida pelo Ministério da Saúde, incluiu a criação de 18 equipes de Saúde da Família, 11 de Saúde Bucal, 32 de Saúde da Família Ribeirinha e 2 equipes Multiprofissionais, além da chegada de 39 novos Agentes Comunitários de Saúde à região.
Esses reforços elevaram o total de equipes de atenção primária em Marajó para 75 equipes de saúde da família, 42 de saúde da família ribeirinha e 50 de saúde bucal, além de mais de 1.500 agentes comunitários de saúde em atuação. Para o apoio logístico dessas equipes, o Ministério financia mensalmente o uso de 60 embarcações e 20 unidades de apoio, totalizando um investimento de R$ 9,9 milhões ao mês, um aumento de R$ 1,7 milhão em comparação a dezembro de 2023.
A região também recebeu incentivo financeiro para outros profissionais, incluindo 71 microscopistas, 39 auxiliares de enfermagem e 61 trabalhadores de nível superior, entre outros. A estrutura mínima das equipes ribeirinhas inclui um médico, um enfermeiro e um técnico de enfermagem. A expansão dos serviços de saúde bucal, agentes de saúde e técnicos de laboratório é feita conforme solicitado pelas autoridades locais.
O Programa Mais Médicos também intensificou sua atuação na região, com 160 das 187 vagas de médicos já preenchidas e 27 em fase de ocupação. Esses profissionais oferecem atendimento contínuo às comunidades locais, com visitas domiciliares e acompanhamento dos pacientes ao longo de sua vida, garantindo uma presença de longo prazo que fortalece o vínculo com a população.
O Arquipélago também foi beneficiado por outras ações. Em julho de 2024, os centros de referência em métodos contraceptivos reversíveis em Belém receberam kits para a inserção de Dispositivo Intrauterino (DIU) e outros insumos. Profissionais locais foram capacitados para o uso dos materiais, em parceria com o Proadi-SUS, visando aprimorar o atendimento ginecológico. Além disso, está prevista a disponibilização de cursos de saúde da mulher para profissionais da atenção primária, com o objetivo de qualificar o atendimento.
Essas iniciativas se somam a programas como o Saúde na Escola, Bolsa Família e a Estratégia de Saúde Cardiovascular, que ampliam a qualidade de vida e o acesso à saúde da população de Marajó.
Foto: Mauro Vieira/MDS

