Faltando dois dias para o início da tarifa de cinquenta por cento imposta pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta demonstrar normalidade diante da medida, evitando transmitir a ideia de uma crise iminente.

Diante da ausência de sinais claros de abertura ao diálogo por parte do presidente Donald Trump, o Planalto reconhece ter poucos caminhos disponíveis, especialmente diante da exigência considerada inegociável pela Casa Branca: o fim das investigações contra Jair Bolsonaro relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

Não podemos fazer do dia 1º de agosto um dia fatídico. Vamos continuar negociando, os canais estão sendo desobstruídos, vagarosamente, mas estão”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista à CNN Brasil na terça-feira.

Apesar do esforço por aparentar serenidade, o governo busca atender às preocupações dos setores empresariais que serão diretamente impactados pela tarifa. Reuniões lideradas pelo vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, têm sido realizadas com representantes da indústria, mas o governo evita antecipar os detalhes de um eventual plano de compensação.

A previsão é que medidas concretas de apoio às empresas só sejam anunciadas após o início oficial da cobrança das tarifas.

Enquanto isso, o presidente Lula segue tratando de outros assuntos, como a promoção de militares em reunião com os comandantes das Forças Armadas e articulações políticas com ministros do União Brasil, reforçando a tentativa de transmitir a ideia de que o governo segue funcionando normalmente.

Foto: Pedro França/Agência Senado

 


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