A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou monitoramento 24 horas no condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A medida, estabelecida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso em que o ex-presidente é réu por tentativa de golpe de Estado, prevê vigilância permanente realizada pela Polícia Penal do Distrito Federal.
Michelle usou as redes sociais para criticar a determinação. “A cada dia que passa, o desafio tem sido enorme: resistir à perseguição, lidar com as incertezas e suportar as humilhações. Mas não tem nada, não. Nós vamos vencer”, escreveu, em publicação no Instagram acompanhada por imagens com as cores da bandeira nacional. Para ela, o monitoramento representa mais uma etapa de pressão contra Bolsonaro.
Na decisão, Morais justificou que “considerados os elementos de prova colhidos pela Polícia Federal”, além do “renovado risco de fuga”, o reforço da vigilância se mostra “absolutamente necessário e adequado, sem qualquer agravamento da situação do réu”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apoiou a medida, por meio de parecer assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet.
O julgamento de Bolsonaro está marcado para 2 de setembro, na Primeira Turma do STF. Segundo Moraes, a proximidade da data aumenta o risco de descumprimento das medidas cautelares.
Filhos do ex-presidente também se manifestaram contra a decisão. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escreveu no X (antigo Twitter) que “eles não se cansam de criar situações desnecessárias para impor humilhações a Bolsonaro”. Já Jair Renan Bolsonaro, vereador em Santa Catarina, classificou a vigilância como desproporcional: “Um senhor de 70 anos, cheio de problemas de saúde, todo remendado, sendo tratado como se fosse um criminoso de alta periculosidade”.
Foto: Taba Benedicto

