O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nota nesta segunda-feira (22) lamentando e classificando como injustas as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O comunicado afirmou que autoridades norte-americanas foram influenciadas por “narrativas que não correspondem à realidade”.

As sanções foram anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA duas semanas após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Viviane Barci de Moraes e uma empresa administrada por ela e pelos três filhos do casal foram incluídas na chamada Lei Magnitsky, que permite bloqueio de bens e restrições financeiras a pessoas acusadas de corrupção ou violações graves de direitos humanos.

Além de Viviane, outras autoridades brasileiras foram atingidas. O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, teve o visto de entrada nos Estados Unidos suspenso. A agência Reuters informou que a medida também afeta o ex-advogado-geral da União José Levi, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves e atuais e ex-integrantes do gabinete de Moraes no Supremo e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como os juízes Airton Vieira, Marco Antonio Martin Vargas e Rafael Henrique Janela Tamai Rocha.

Foto: Antônio Augusto/STF

 


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