O candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PSD) visitou neste domingo (4 de novembro) o Aglomerado Santa Lúcia, na região Centro-Sul de BH. Ele foi recebido com festa e conversou com moradores. O ex-prefeito da capital declarou que a presença dele na comunidade não foi eleitoreira, mas para ver de perto o que sua gestão concretizou no local. “Fizemos investimento de R$ 250 milhões aqui no Aglomerado Santa Lúcia”, afirmou.

O candidato fez questão de cruzar todo o Aglomerado, caminhando do alto do morro até a Barragem Santa Lúcia a pé, para constatar as realizações de sua gestão frente à Prefeitura de Belo Horizonte. “Meu compromisso é com a verdade, nós vamos falar a verdade e desmentir as mentiras. Vamos mostrar o que nós fizemos”, disse.

Quando prefeito, Kalil entregou o maior projeto de reurbanização da história da comunidade. “Quando eu cheguei aqui, isso era tudo beco. Agora já tem a rua, já arrumaram a rua aqui. Depois que o Kalil entrou, melhorou bastante”, atesta Geraldo Francisco, aposentado, que mora no morro há 20 anos. João Batista, 56 anos, aposentado, conta que “antigamente aqui era tudo de terra, chovia e era barro puro. De uns tempos pra cá, abriu essas ruas novas e melhorou”.

Aldair França, 74 anos, aposentada, também relata a dificuldade da vida ali 50 anos atrás, quando se mudou para o Aglomerado. “Quando cheguei aqui, tinha pouquinho barraco. E aí foi construindo, foi construindo e tá do jeito que está. De primeiro, era uma confusão aqui no morro e foi melhorando. Não tinha água, não tinha luz, a gente tinha que carregar água na cabeça. A gente passava a maior dificuldade.”

Moradias

Durante a gestão de Kalil na prefeitura, foram entregues cerca de 500 unidades de moradia, beneficiando mais de 4.000 famílias. As muitas ações de urbanização possibilitaram o acesso a locais isolados e beneficiaram o comércio. O ex-prefeito também cumpriu com sua promessa de campanha de dar apoio às creches da comunidade. Maria do Carmo, gestora da Creche Frei Cláudio Van Balen e trabalhadora da educação há 34 anos na comunidade, disse que “nem tem como comparar como era antes e na gestão Kalil”. “Melhorou muito”.

A comunidade tinha mais becos e vielas do que ruas e hoje nossas ruas estão pavimentadas, as pessoas que moravam em área de risco foram para apartamentos. Então, isso só veio a acrescentar melhorias na nossa comunidade”, constata Maristela Paloma da Silva, líder comunitária.

Luís Costa é advogado e foi primeiro presidente da associação comunitária do Aglomerado. Ele destaca a trajetória de luta da comunidade em relação ao poder público para levar melhorias aos moradores. “Aqui, as melhorias foram resultado de muita luta, de muita manifestação, assim como as comunidades de periferia de BH. As classes dominantes nunca tiveram interesse de melhorar a vida do favelado, da periferia. Kalil é um aliado do Lula e esperamos que o Brasil e Minas possam ser governados por pessoas que não trabalhem para a elite. O Zema, por exemplo, deu benesses ao empresariado, principalmente na questão da mineração.”

Cemig

Atualmente, o maior problema do Aglomerado Santa Lúcia é o impasse com a Cemig. Na Vila Santa Rita de Cássia, uma das quatro que formam o aglomerado, há uma rede de alta tensão sobre dezenas de casas de moradores. São 540 famílias, que vivem no local há mais de 40 anos.

A Cemig ameaça desalojar as famílias, alegando falta de segurança. No entanto, a Urbel já realizou um projeto para instalar a fiação subterrânea. Ignorando o projeto feito e o acordo com a Urbel, a Cemig, sob a gestão Zema, quer desapropriar as casas dessas famílias.

A Cemig fez um acordo com a Urbel e não cumpriu. E a gente está lutando para que este acordo seja cumprido e essas famílias não sejam prejudicadas. Só que já se gastou dinheiro público para fazer as redes subterrâneas, tudo como os engenheiros da Cemig pediram. A parte da Urbel e da Prefeitura está pronta, só falta a Cemig cumprir o acordo dela”, afirmou Maristela.


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