Desde a comemoração da vitória apertada de Lula nas urnas, no domingo, uma preocupação logo se instalou entre o presidente eleito e os seus auxiliares mais próximos: como fazer a transição com um governo que não quer dialogar.
É um temor que já vinha se consolidando havia semanas, segundo uma fonte do PT. A partir da noite de domingo, porém, ele ganhou forma. Tanto Lula quanto seu entorno já começaram a conversar sobre o que fazer para se inteirar dos dados essenciais sobre a máquina pública que o petista vai herdar de Jair Bolsonaro, até mesmo para planejar as ações para o próximo ano.
O receio aumentou diante da demora de Bolsonaro em reconhecer a derrota. Lula acredita que Bolsonaro planeja fazer uma sabotagem na transição de governo.
Uma fonte do PT diz que algumas figuras alinhadas ao presidente eleito já haviam sido escaladas e estavam tentando dialogar com diferentes segmentos do atual governo.
Independentemente da resistência de Bolsonaro em aceitar a derrota, algumas manifestações de aliados dele foram vistas com bons olhos. É o caso do discurso do presidente da Câmara, Arthur Lira, do Progressistas de Alagoas, que parabenizou Lula pela vitória.

