Por Mello Milton, direto de Brasília para o Novojornal

O deputado federal Rogério Correia protocolou na Câmara um requerimento para abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que para investigar as irregularidades no Ministério da Educação (MEC).

A solicitação se dá após os meios de comunicação divulgarem reportagens sobre as práticas ilícitas que vêm ocorrendo no MEC, que está sob comando do ministro Milton Ribeiro. O jornal O Estado de São Paulo publicou, no último dia 18, matéria com o título “Gabinete paralelo de pastores controla agenda e verba do Ministério da Educação”, em que mostra um sistema organizado de intermediação de projetos e propostas em benefício de municípios junto à Pasta, mais precisamente com recursos oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Estes fatos foram iniciados pelos pastores Gilmar Silva dos Santos, presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil, e Arilton Moura, assessor de Assuntos Políticos da entidade, com a participação do ministro Milton Ribeiro.

A intermediação teria participação direta do Presidente Jair Messias Bolsonaro, conforme admite o próprio Ministro da Educação, que não só confirma o esquema ilegal, mas atribui a existência do mesmo a um pedido direto e especial do Presidente, conforme noticiou o jornal Folha de São Paulo na edição do dia 21 de março do corrente ano com o título “Ministro da Educação diz priorizar amigos de pastor a pedido de Bolsonaro”. No áudio o Ministro confessa as ilegalidades e a intenção ao afirmar: …”Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”.

“A confissão do ministro deixa claro que não considera os critérios técnicos para a alocação dos recursos públicos, além de explicitamente beneficiar financeira e politicamente os interlocutores do Presidente e mesmo as igrejas como contrapartida ao atendimento das demandas dos prefeitos apresentadas pelos pastores, o que constitui crime com diversas tipificações, além de comprometer a eficiência, eficácia e efetividade das políticas de educação”, comenta o deputado federal Rogério Correia.

O parlamentar mineiro, autor da solicitação, agora coleta assinaturas na Câmara para dar abertura à CPI.


Avatar

administrator