Nesta sexta-feira (4/10), o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, anunciaram um novo ciclo do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) em São Paulo, que pretende beneficiar 1.825 empresas paulistas. O evento marcou a abertura oficial do novo escritório da ApexBrasil na capital paulista.
Durante o evento, Alckmin ressaltou a necessidade de o Brasil expandir sua presença no mercado global, lembrando que o país representa apenas 1,9% do PIB mundial. “98% do mercado está lá fora. Precisamos conquistar esse espaço, o que se traduz aqui em emprego, renda e crescimento para as empresas e para a economia”, afirmou.
O PEIEX, criado pela ApexBrasil, tem o objetivo de preparar empresas brasileiras para começar a exportar de forma planejada e segura, com apoio de profissionais especializados em comércio exterior. O programa conta com parceiros em todo o Brasil para expandir o acesso das empresas ao mercado internacional.
Márcio França, ministro do Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, destacou a importância de impulsionar as exportações das pequenas empresas, que representam 99% dos CNPJs do Brasil, mas apenas 1% das exportações. Ele citou o exemplo da China, onde pequenas empresas são responsáveis por 65% das exportações, e defendeu a criação de programas de financiamento voltados para o setor, embora reconheça que ainda há muito a ser feito.
O novo ciclo do PEIEX será operado em parceria com o Sebrae, com um investimento total de R$ 14,4 milhões da ApexBrasil e R$ 3,9 milhões do Sebrae. A parceria visa ajudar pequenos negócios com potencial exportador, mas que ainda não têm experiência no mercado externo. “Queremos que esses pequenos negócios entrem na cadeia global de exportação e conquistem novos mercados”, afirmou Jorge Viana.
Desde 2010, São Paulo já recebeu nove ciclos do programa, beneficiando mais de 3.900 empresas em diferentes regiões do estado.
No evento, também foi lançado o Painel de Oportunidades de Exportação para Governos Estrangeiros, uma ferramenta que reúne licitações de governos estrangeiros e de organizações internacionais, facilitando o acesso das empresas brasileiras a essas oportunidades. Inicialmente, o painel cobrirá países da América do Sul, como Argentina, Chile e Colômbia, além de organismos internacionais como a ONU e o Banco Mundial. A ideia é aumentar a visibilidade dessas oportunidades, muitas vezes desconhecidas pelas empresas brasileiras.

