A Agência Nacional de Energia Elétrica definiu que o mês de maio terá bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional nas contas de luz para consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional. A mudança interrompe sequência de meses sob bandeira verde e reflete aumento no custo de geração de energia.

Segundo a agência, a decisão foi motivada pela redução do volume de chuvas na transição do período úmido para o seco, cenário que diminui a geração hidrelétrica e amplia a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, cuja operação é mais cara.

Com a bandeira amarela, haverá acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. O valor será aplicado a residências, estabelecimentos comerciais e indústrias conectados ao sistema nacional.

A Aneel informou que as condições de geração passaram por reavaliação em conjunto com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, responsável por definir estratégias para atendimento da demanda energética e projeções de custo do setor.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como mecanismo para sinalizar aos consumidores o custo variável da produção de energia. Quando vigora a bandeira verde, não há cobrança adicional. Nas bandeiras amarela e vermelha, há sobretaxas proporcionais ao consumo.

Além da bandeira amarela, seguem válidos os patamares da bandeira vermelha, com cobrança maior em cenários de geração mais custosa. No patamar 1, o adicional é de R$ 4,46 por 100 quilowatts-hora. No patamar 2, o acréscimo chega a R$ 7,87.

A mudança tende a reacender debate sobre consumo consciente e gestão energética, especialmente em período de transição climática. Técnicos do setor avaliam que o comportamento dos reservatórios e as condições hidrológicas nos próximos meses serão determinantes para futuras decisões tarifárias.

A medida também tem impacto sobre inflação e custos produtivos, já que energia elétrica influencia despesas domésticas e setores econômicos relevantes em todo o país.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil


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