Na madrugada desta segunda-feira, 14, um ataque aéreo israelense atingiu o pátio do Hospital Mártires de Al-Aqsa, na Faixa de Gaza, resultando na morte de pelo menos quatro pessoas e ferindo gravemente dezenas, de acordo com médicos palestinos. O bombardeio provocou incêndios que se espalharam por um acampamento de deslocados, deixando mais de 20 pessoas com queimaduras graves.

O Exército de Israel declarou que o alvo eram militantes do Hamas escondidos entre civis, mas não forneceu mais detalhes. Nos últimos meses, Israel tem atacado repetidamente áreas lotadas e campos de refugiados, alegando que combatentes do Hamas usam esses locais como bases para ataques.

O hospital, localizado na cidade de Deir al-Balah, já enfrentava dificuldades para atender vítimas de um ataque anterior a uma escola transformada em abrigo, onde 20 pessoas haviam sido mortas. As chamas do ataque da madrugada afetaram muitas das tendas montadas para os deslocados.

Imagens da Associated Press mostraram crianças entre os feridos, e um homem foi visto chorando enquanto carregava uma criança com a cabeça enfaixada. Outra criança pequena, com uma perna enfaixada, recebeu uma transfusão de sangue no chão de um hospital superlotado.

Registros hospitalares indicaram que quatro pessoas morreram e 40 ficaram feridas. Vinte e cinco vítimas com queimaduras graves foram transferidas para o Hospital Nasser, no sul de Gaza.

Israel continua a realizar ataques quase diários em Gaza, mais de um ano após o início da guerra, e conduz uma grande ofensiva terrestre no norte da região, alegando que militantes se reagruparam na área.