Dois soldados israelenses foram mortos e outros 24 ficaram feridos após um ataque com drones nas Colinas do Golã, território sírio ocupado por Israel desde 1967. Segundo o Exército de Israel, os drones carregavam explosivos e foram lançados por milícias pró-Irã a partir do Iraque. Um dos drones foi abatido pelos sistemas de defesa aérea, mas o segundo atingiu uma base militar, causando as fatalidades.

O ataque ocorreu em um momento de escalada das tensões entre Israel e grupos aliados ao Irã no Líbano. Três dias antes, o Irã havia lançado cerca de 200 mísseis contra Israel, o que foi defendido pelo líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, como uma resposta aos “crimes hediondos” de Israel. Este é o primeiro ataque fatal vindo do Iraque desde 1991, quando mísseis Scud foram disparados durante a Guerra do Golfo.

A Resistência Islâmica no Iraque, uma aliança de milícias pró-Teerã, reivindicou o ataque, afirmando que continuará suas ações contra posições israelenses. O Hamas também saudou o ataque, chamando-o de uma resposta à “agressão sionista” e uma forma de apoio ao povo palestino.

As forças israelenses nas Colinas do Golã são frequentemente atacadas por milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, na Síria e no Líbano, onde o Hezbollah também atua. Em julho, um ataque na região resultou em 12 mortes, levando a uma retaliação militar por parte de Israel.

O território das Colinas do Golã foi ocupado por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e, desde então, a ocupação não é reconhecida pela maioria da comunidade internacional. No entanto, em 2019, o governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, passou a considerar a área como parte de Israel, decisão mantida pela administração de Joe Biden.

Dentro do contexto mais amplo do conflito no Oriente Médio, os ataques de milícias pró-Irã são uma resposta direta à ofensiva israelense em Gaza e ao aumento das tensões com o Hezbollah no Líbano. O líder supremo do Irã, aiatolá Khamenei, reforçou em um discurso recente que os aliados de Teerã, como o Hezbollah e outras milícias, não recuarão diante das agressões, mesmo com a morte de líderes como Hassan Nasrallah, chefe do Hezbollah, morto em um bombardeio israelense.

Paralelamente, os Estados Unidos lançaram uma ofensiva contra a milícia houthi no Iêmen, realizando 15 ataques contra posições em Sana, Dhamar e no aeroporto de Hodeida. Esses ataques têm como objetivo garantir a segurança da navegação no Mar Vermelho, onde os houthis têm conduzido ataques contra navios mercantes, aliados dos EUA e de Israel.

 


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