O Irã tem acumulado uma série de sistemas de defesa de fabricação nacional para monitorar e proteger suas águas costeiras, trata-se de mísseis avançados de cruzeiro de longo alcance, equipamentos de radar e sonar.

No mês passado, a Marinha iraniana havia forçado um submarino de mísseis balísticos dos Estados Unidos a emergir enquanto tentava atravessar o estreito de Ormuz.

Os EUA estão “muito errados” em operar navios de guerra no golfo Pérsico, e Irã “não tem alternativa senão se erguer e resistir” ou enfrentar a esmagadora hegemonia de potências externas, afirmou Alireza Tangsiri, comandante da Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), aponta portal PressTV.

Vocês [EUA] estão muito errados em estarem presentes em nossa região”, disse o comandante, falando em uma cerimônia oficial em Dezful, no sudoeste do Irã, durante a comemoração da resistência da cidade durante a Guerra Irã-Iraque de 1980-1988.

A segurança do golfo Pérsico é garantida pelo Irã e pelos países da região, e não há necessidade de vocês ou qualquer outro país estarem presentes.”

Recordando os dias antes da Revolução de 1979, quando os Estados Unidos e Reino Unido tratavam Irã como “sua colônia”, Tangsiri afirmou que “o espírito e a motivação da resistência encheram a nação iraniana de dignidade e honra, e agora a nação iraniana está de pé sobre seus próprios pés, com a resistência perturbando as equações” das potências inimigas.

Vale ressaltar que no final de abril Tangsiri havia enfatizado a prontidão da Marinha do IRGC para “proteger e salvaguardar” o golfo Pérsico dos EUA e seus aliados israelenses, alertando sobre os perigos para o ecossistema local representados pelos navios de guerra nucleares norte-americanos que operam na região.


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