Depois de um dia marcado por notícias desencontradas e tensão, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou hoje a saída do governo do Estado. Ele deve manter a candidatura à Presidência da República.
A oficialização ocorreu após o 4º Seminário Municipalista e encerra a 64ª edição do Congresso Estadual de Municípios, no Palácio dos Bandeirantes, e de reunião com aliados.
O comunicado foi feito pelo secretário do Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. “Uma salva de palmas para o futuro presidente do Brasil, nosso governador do Estado de São Paulo, João Doria”, disse.
O governador teria comunicado ontem ao seu vice, Rodrigo Garcia, que cogitava desistir da candidatura ao Planalto e continuar no governo estadual, conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo. Isso romperia com um acordo fechado há três anos entre os dois políticos: Garcia se filiou ao PSDB e seria o candidato do partido ao governo paulista, enquanto Doria disputaria a campanha nacional.
A notícia movimentou a política paulista — aliados chegaram a pedir ajuda de tucanos históricos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador José Serra, para convencer Doria a sair do cargo e se lançar à campanha nacional.
Também houve pressão do presidente da Câmara Municipal da capital paulista, Milton Leite (União Brasil) e o MDB, do prefeito Ricardo Nunes, participou das articulações. No fim da manhã, o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, havia enviado carta ao diretório de São Paulo afirmando que Doria era o candidato à Presidência da República pela sigla.
O tucano é pré-candidato desde novembro, quando venceu as prévias do partido, em meio a conflitos internos com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Mas uma série de reviravoltas e acusações de traições causaram discussões e incertezas nas últimas horas.

