Funcionários Hospital São Francisco, localizado no bairro Santa Lúcia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte protestaram nesta terça-feira (3) contra o fechamento do centro de saúde.

A unidade, que abriga mais de 350 funcionários, está com os dias contados e deverá fechar as portas até o fim deste mês devido a falta de recursos e os prejuízos mensais.

Nesta terça-feira, os trabalhadores estiveram na porta do hospital para mostrar sua indignação e tentar encontrar soluções para as mais de 350 demissões que estão prestes a ocorrer.

O hospital, cujos atendimentos são voltados 100% para o Sistema Único de Saúde (SUS), é considerado uma referência nas cirurgias ortopédicas, sendo considerado o maior de Minas Gerais e o segundo maior do país.

Antes de começar a reduzir os atendimentos, em outubro do ano passado, eram quase 600 cirurgias por mês realizadas na unidade. Desde dezembro, o hospital já não recebe mais pacientes.

A Fundação Hospitalar São Francisco de Assis é quem administra o hospital. Segundo o superintendente-geral da instituição, Helder Yankous, o prejuízo mensal do grupo é da ordem de R$ 1,6 milhões, sendo que a unidade no Santa Lúcia é responsável por quase R$ 700 mil nesse perda.

Uma das soluções buscadas é a de uma verba de R$ 5 milhões que seria enviada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o que poderia custear o hospital até abril, quando novos leitos para cirurgia ortopédica seriam abertos em um outro hospital do grupo localizado no bairro Concórdia, na região Nordeste de Belo Horizonte.

“Há uma possibilidade de transferência de 70 leitos desse hospital para a unidade do Concórdia, sem deixar os pacientes totalmente sem assistência, com um valor destinado pela secretaria do Estado. Pode ser que a gente consiga uma maneira de estabilizar o fluxo de caixa para ter tempo de fazer as reformas”, diz Yankous.

No entanto, a incerteza sobre esse repasse causou angústia nos trabalhadores que ficam na esperança de continuar trabalhando na unidade, mesmo que por um breve período.

Já está apalavrado com o secretário e agora a gente está para formalizar a assinatura do convênio, mas nós ainda não assinamos e só vamos ter segurança total quando tivermos o papel assinado”, explica o superintendente-geral da Fundação São Francisco.


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