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O tempo é de férias, mas também de conhecimento conjugado com diversão para os interessados no patrimônio natural, com direito a um mergulho no passado remoto habitado por dinossauros ou mesmo no presente, para conhecer criaturas atuais da fauna e da flora.

Tudo isso associado a mais de 40 atividades programadas para o período, passando por oficinas de pintura de fósseis e atividades ligadas à física e à automação. Tanta diversidade ocupa um único espaço: o Museu de Ciências Naturais PUC Minas, localizado no Bairro Coração Eucarístico, Região Noroeste de Belo Horizonte.

Criado em 1983, o espaço reúne um acervo importante de zoologia, como a coleção de animais do pleistoceno da América do Sul e de vertebrados da fauna atual, como répteis, aves, anfíbios e mamíferos. Sejam os originais, oferecidos aos estudiosos, ou as cópias, expostas ao público em geral, o que não falta é material para aprofundar conhecimentos.

Segundo o professor Bonifácio José Teixeira, coordenador do museu, a instituição é relevante tanto para pesquisadores quanto para a comunidade externa. “Para os estudiosos, temos um acervo de 11 coleções, que não são expostas ao público. A maior delas é a de paleontologia, na qual temos fósseis, sobretudo, brasileiros. É uma quantidade superior a 100 mil peças. Já para a comunidade temos atividades culturais, lúdicas e científicas, além das exposições”, contou.

As peças expostas no museu, segundo Teixeira, são cópias das originais. “Temos coleções de insetos, botânica, répteis, mamíferos, anfíbios, pássaros, peixes, arqueologia e bioacústica (os sons da natureza). Tudo isso é aberto aos pesquisadores. No caso do que é exposto no museu, normalmente, sobretudo em relação aos répteis e materiais antigos, são cópias. É mais uma fantasia, para que as pessoas tenham conhecimento da existência desses animais encontrados”, disse.

Além do acervo, o museu conta com programação de atividades lúdicas e culturais. Durante as férias, a instituição organizou cerca de 40 oficinas, como caixa de toque, pintura de réplicas, circo da física, oficina de vertebrados aquáticos, projetos de automação e tipos de fossilização.

“São pequenas oficinas, atividades lúdicas de música e arte. Tudo isso dentro do escopo do museu, que recebe muitas visitas no período de férias. Na segunda quinzena de julho e janeiro, costumamos ter um público diário superior a mil pessoas”, contou o coordenador do museu.

O professor garante que o local é destinado a crianças e adultos, pois todos se divertem e aproveitam o conhecimento. “O público, principalmente infantil, tem uma verdadeira adoração pelo museu, já que tudo aqui é uma grande fantasia. Por conta dos fósseis, dos dinossauros e até de outros assuntos, as crianças se interessam por tudo. Como normalmente elas estão acompanhadas por adultos, existe uma boa interação entre todos”, disse.

Todas as visitas são guiadas por monitores. “Geralmente, são alunos da universidade devidamente treinados. O grande movimento nosso durante os períodos letivos é a visitação de escolas, que, quase em massa, frequentam o museu. É um espaço interdisciplinar. Todos os sábados temos atividades científicas e culturais e, aos domingos, no auditório, temos os Concertos Dominicais Peter Lund”, informou.

Diversão garantida

A investigadora da Polícia Civil Carla Cruz, de 44 anos, já conhecia o Museu de Ciências Naturais da PUC e aproveitou o período de férias para levar o filho Heitor, de 3, e a amiguinha dele Cecília, de 2, para conhecer o espaço. “Acho interessante porque, mesmo nas férias, é possível adquirir cultura, conhecendo teatros e museus. Além disso, vale por tirar a criança da televisão, videogame e computador”, ressaltou.

Ela contou que as crianças se divertiram muito e ficaram curiosas com as peças expostas. “Eles ficaram muito animados, curiosos, querem ver tudo de perto, além de brincar muito. Recomendo a visita, pois é diversão para toda a família.”

 


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