O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta quinta-feira, dia 25, que a Corte conseguiu resistir aos intensos ataques virtuais e aos atos violentos de oito de janeiro, que classificou como de “violência e ousadia inéditas”.
As declarações foram feitas durante a última sessão presidida pelo ministro Luís Roberto Barroso, que encerrará, na próxima segunda-feira, dia 29, seu mandato de dois anos à frente do STF. Ele será sucedido pelo ministro Edson Fachin, que assumirá a presidência do tribunal.
Em seu discurso, Gilmar Mendes elogiou a liderança de Barroso durante o período marcado por forte ofensiva contra o Judiciário brasileiro, especialmente após os atos golpistas. “Após uma nova rodada de ataques, de violência e ousadia inéditas, que irrompeu sobre esta Corte durante sua presidência, posso asseverar novamente, com renovada convicção: o Supremo Tribunal Federal sobreviveu”, afirmou.
O ministro também ressaltou que a Corte “passou incólume” ao desafio de conduzir os julgamentos dos envolvidos na trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O Supremo conduziu o processo que levou à condenação dos réus do núcleo crucial da intentona golpista com tranquilidade e de maneira absolutamente regular, com o respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa”, completou.
Na próxima segunda-feira, além da posse de Edson Fachin como presidente, o ministro Alexandre de Moraes assumirá a vice-presidência do STF, marcando o início de uma nova gestão na Corte.
Foto: Antônio Augusto/STF

