Além de não cumprir a promessa de concluir as obras para colocar em funcionamento 11 hospitais regionais, o governo do Estado mente em relação às conquistas que os mineiros tiveram na Saúde. Como prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, candidato a governador pelo PSD, abriu o Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro, no Barreiro, com mais de 450 leitos. Mas em propaganda eleitoral foram mostradas imagens do hospital, como se fosse entrega do governador Zema.
Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, onde participou nesta quarta-feira (31 de agosto) de encontro com lideranças e de caminhada com apoiadores, Kalil desmascarou Zema. Ele informou que medidas judiciais estão sendo tomadas contra a propaganda enganosa do atual governador para iludir os eleitores.
“Estamos mostrando que o Estado está numa situação dramática e que nós não podemos cair nessa mentira que está sendo falada. Ele (Zema) não tem nada para mostrar. Na propaganda dele de ontem ele mostrou o Hospital do Barreiro, para falar de Saúde. Nós já estamos entrando na Justiça. Estamos chegando nesse nível de enganação em Minas Gerais”, disse o candidato do PSD.
Kalil recebeu o apoio do uberabense, indignado com a omissão do governo do Estado. A enfermeira Maria Sandra Tapajós entregou um documento ao candidato do PSD, com algumas solicitações da categoria. “Gostaria muito que o Kalil assumisse o compromisso da gestão do Hospital Regional de Uberaba (José Alencar), que implemente o Samu urgentemente na nossa região, nós temos neném morrendo no meio da estrada, mulheres tendo filho no meio da estrada”, lamentou.
A enfermeira não está satisfeita com a desvalorização do Estado com os servidores. “Queremos também que o Kalil assuma o compromisso conosco sobre o piso da enfermagem, incluindo dentro das carreiras do servidor público do Estado”.
Projeto de infraestrutura
No Triângulo, Kalil voltou a destacar o abandono do governo do Estado com os mineiros. “Nós estamos percorrendo Uberaba para falar que nós temos que fazer um projeto de infraestrutura, nós temos que fazer um projeto de ação social, nós temos que colocar esse povo no orçamento. Como que está a estrada de Uberaba a Araxá? É a terra do governador. A vida de ninguém mudou em quatro anos. O Estado regrediu, não está nos trilhos, não vai abrir hospital”, apontou.
Questionado pela imprensa sobre a Planta de Amônia de Uberaba, Kalil destacou que o projeto só será retomado quando o governador de Minas tiver vontade política para buscar recursos junto ao governo federal. A fábrica seria utilizada pela Petrobras em um projeto para alavancar a produção de fertilizantes no Distrito Industrial III, mas obras, iniciadas em agosto de 2013, foram suspensas em julho de 2015. Em junho deste ano, o terreno da planta foi cedido pelo Estado à Prefeitura de Uberaba.
O investimento seria de mais de R$ 2,1 bilhões e a obra custeada por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Me parece que já foi investido algo em torno de 1 bilhão de reais. Nós temos que botar o pé em Brasília e dizer que estamos com a planta com metade resolvida, agora nós temos que resolver a outra metade. Isso aqui é o berço, é o celeiro de Minas, e nós estamos vendo aí um problema, que com essa guerra (da Ucrânia) afeta diretamente na necessidade de uma planta desse tipo em Minas Gerais. Mas isso será possível quando o governador puder chegar com a autoridade de um governador de Minas e trazer recurso para acabar essa planta”, disse.

