A proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da jornada de trabalho no modelo de escala 6×1 avançou no Congresso Nacional, mas teve seu desfecho no Plenário adiado. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quarta-feira (2) que a intenção da base aliada é garantir a votação final da [PEC
A expectativa do governo era analisar o texto em Plenário logo após sua aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ocorrida no mesmo dia. No entanto, o parlamentar explicou que uma articulação da oposição acabou esvaziando a sessão deliberativa, inviabilizando a apreciação imediata da matéria. Segundo Randolfe, a manobra foi coordenada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN). Como a aprovação de uma alteração constitucional exige o apoio qualificado de pelo menos 49 senadores em dois turnos de votação, a base aliada optou por não arriscar o resultado em um plenário desidratado.
Diante do cenário, o planejamento estratégico da liderança governista prevê tentar pautar a matéria antes do primeiro turno das eleições, agendado para o dia 4 de outubro. Caso as negociações regimentais e de calendário não permitam a convocação prévia, uma nova tentativa será articulada para a segunda semana de outubro. O líder do governo garantiu que conversará com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para viabilizar uma sessão específica voltada ao tema. Randolfe reforçou que o objetivo central é aprovar a proposta sem alterações em relação ao texto vindo da Câmara dos Deputados, defendendo também o engajamento da sociedade para pressionar os senadores pela validação da medida.
Foto: Ton Molina/Agência Senado

