O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de “futuro governador” de Minas Gerais durante uma cerimônia realizada no Estado nesta quinta-feira, dia 12. A declaração foi recebida com aplausos pela plateia presente ao evento.
O comentário surgiu enquanto Lula fazia uma comparação entre o preço do gás de cozinha na saída da Petrobras e o valor cobrado aos consumidores. O presidente então pediu a opinião de Pacheco sobre a questão. “Futuro governador, você acha normal a Petrobras entregar o gás a R$ 37 e ele chegar para esses pobres consumidores a R$ 140? Alguém está ganhando dinheiro no meio”, afirmou Lula.
O presidente tem manifestado o desejo de que Pacheco dispute o governo mineiro em 2026. O senador, porém, ainda não sinalizou qual será seu caminho político. Seu mandato no Senado se encerra no próximo ano.
Em janeiro, Lula já havia demonstrado apoio a uma eventual candidatura de Pacheco. Quando questionado sobre a possibilidade de nomeá-lo ministro, respondeu: “Eu não posso dizer quem é que vai ser. Se pudesse eu falar, eu falaria. Mas eu quero que o Pacheco seja governador de Minas Gerais”.
Pouco tempo depois, o presidente reforçou seu apoio. “Meu sonho, com o Pacheco, é mostrar a ele que ele é a figura pública mais importante de Minas Gerais e que, se ele quiser ser o candidato a governador, ele poderá ser o futuro governador. É só ele querer para a gente trabalhar para ele ser eleito. Ele vai ter que decidir”, afirmou.
Apesar das manifestações de apoio, Pacheco ainda não definiu se disputará o Palácio Tiradentes. Ele recebeu convite para se filiar ao União Brasil e concorrer pelo partido, mas ainda não tomou uma decisão.
Em março, Pacheco se reuniu com Lula e recusou convite para assumir ministérios. “Prefiro me dedicar ao meu mandato e apoiar o governo no Senado”, declarou. No início do ano, o senador chegou a demonstrar interesse nos Ministérios da Justiça e Segurança Pública e no de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mas Lula já havia nomeado Ricardo Lewandowski e Geraldo Alckmin para as pastas.
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

