O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quarta-feira (16) o pedido de liberdade apresentado pelos advogados do ex-ministro Walter Braga Netto, preso desde dezembro. De acordo com o magistrado, não houve alteração na “situação fática” do investigado que justificasse a revogação da prisão preventiva.
“A situação fática permanece inalterada, tendo sido demonstrada a necessidade da manutenção da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal e resguardar a ordem pública, em face do perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado e dos fortes indícios da gravidade concreta dos delitos imputados”, escreveu Moraes na decisão.
A defesa de Braga Netto argumentou que já se passaram mais de 190 dias desde a prisão e que, com o fim da fase de instrução, o contexto processual seria diferente daquele que embasou a decretação da medida cautelar.
Braga Netto é suspeito de tentar obter informações sobre o acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. Também pesa contra ele a acusação de envolvimento em articulações para o financiamento de ações que visavam interferir em investigações da Justiça, o que reforçou a manutenção da sua prisão por parte do Supremo.
Foto: José Cruz/Agência Brasil

