A Prefeitura de Estreito, no Maranhão, decretou situação de emergência devido à queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que conecta o estado ao Tocantins. O acidente resultou em nove mortes confirmadas e deixou oito pessoas desaparecidas. O decreto, assinado pelo prefeito Léo Cunha (PL), solicita apoio técnico e financeiro dos governos estadual e federal para atender às demandas emergenciais do município.
A queda da ponte provocou sérios prejuízos às atividades locais, como a agricultura e a pesca, além de representar riscos ambientais devido à presença de tanques de ácido sulfúrico e pesticidas que caíram no rio Tocantins. Embora a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) tenha informado que os tanques permanecem intactos, estima-se que a remoção das estruturas levará de 15 a 30 dias.
O desabamento da ponte, localizada na BR-226, ocorreu na manhã de sexta-feira e envolveu o colapso do vão central da estrutura, conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A ponte, inaugurada na década de 1960, integra o corredor rodoviário Belém-Brasília e liga as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO). Segundo o DNIT, a causa do acidente ainda será investigada, mas a estrutura já apresentava rachaduras antes do colapso.
Um vereador de Aguiarnópolis chegou a registrar imagens das condições precárias da ponte momentos antes de seu desabamento. Desde então, a travessia foi completamente interditada, e motoristas precisam recorrer a rotas alternativas indicadas pelo DNIT.
“Os usuários devem acessar a estrada de Darcinópolis/TO a Luzinópolis/TO, alcançar a BR-230/TO até o km 101, seguindo até Axixá/TO e Imperatriz/MA. Para quem sai do Maranhão, o acesso é pela BR-226/MA em Estreito até Porto Franco, continuando pela BR-010/MA até Imperatriz”, informou o DNIT em nota.
O prefeito Léo Cunha reforçou a urgência na mobilização de recursos para minimizar os impactos sociais, econômicos e ambientais decorrentes da tragédia, que afeta profundamente a região.
Foto: Corpo de Bombeiros

