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O PT aceitou a incorporação de propostas do candidato do Avante, André Janones, o que selará o apoio dele ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em encontro nesta quinta-feira.

Desde o mês passado, quando tiveram reunião pessoal, Lula e Janones conversam sobre o apoio à candidatura presidencial do petista. Na semana passada, em trocas de mensagens nas redes sociais, a aproximação se aprofundou e Janones admitiu apoiar Lula se o ex-presidente incorporar propostas de campanhas suas.

Lula já disse a interlocutores que vai incorporar e que deseja o apoio.

Estratégia de campanha

A campanha de Lula avalia que, se ele mantiver um patamar de 47% de intenção de voto, como mostrou a última pesquisa Datafolha, seria viável uma vitória apertada no primeiro turno. Bolsonaro precisaria crescer e tirar votos de Lula.

Se crescer em cima de indecisos ou de candidatos já postos, a soma dos votos válidos continuaria favorável ao petista, sobretudo se houver menos candidatos. Isso explica a movimentação com Janones, que tem alto capital em redes sociais e cuja intenção de voto pode ser decisiva numa eleição apertada.

Nesse contexto, a guerra de rejeições será a prioridade da campanha de Lula no horário eleitoral gratuito. Bolsonaro vai tentar aumentar a rejeição do petista. O petista vai se defender e tentar manter a rejeição de Bolsonaro acima de 50%. Para o PT, um ponto fundamental da campanha é a narrativa sobre o Auxílio Brasil de R$ 600.

Se Lula tiver sucesso em carimbar a medida como meramente eleitoral e duvidosa de continuar num futuro governo Bolsonaro, isso seria fundamental para a tentativa de vencer no primeiro turno. Lula já se comprometeu a recriar o Bolsa Família e a pagar R$ 600 de forma contínua, como disse em entrevista ao UOL na semana passada.

Lula aposta no embalo da Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito para tentar vencer no primeiro turno. A iniciativa da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo é vista como o desembarque da elite que esteve com Bolsonaro.

Para petistas, golpistas que derrubaram Dilma e comemoraram a prisão de Lula entenderam que não há terceira via e que o caminho seria a volta do ex-presidente ao poder.


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