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Na manhã desta quinta-feira (21), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será oficializado pelo PT como candidato à presidência da República, em um hotel na região central de São Paulo.

Lula, no entanto, não estará presente no evento. Quem comparecerá, além da Direção Nacional do PT, será Geraldo Alckmin (PSB), que deve ser confirmado como candidato à vice-presidente na chapa.

Desde a última quarta-feira (20), Lula está em Pernambuco cumprindo agenda com políticos do PSB, inclusive o pré-candidato ao governo do estado, Danilo Cabral. O petista já passou por Recife e Catés, município em que passou a infância.

De acordo com as pesquisas de intenção de voto, publicadas até esta semana, Lula tem ampla vantagem sobre o segundo colocado, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição e anunciará sua candidatura no próximo domingo (24).

Desde o início do ano, Lula tem se empenhado na construção de uma ampla aliança para derrotar Bolsonaro. Um dos frutos da negociação foi a surpreendente indicação de Geraldo Alckmin como vice-presidente na chapa do petista.

Essa poderia ser a oitava campanha de Lula à presidência. Em 2018, o petista liderava o as pesquisas de intenção de voto quando foi preso às pressas, no âmbito da Operação Lava Jato. A prisão foi fruto de manobras ilegais do ex-juiz Sérgio Moro, que se tornou ministro de Jair Bolsonaro após as eleições.

Preso por 580 dias, entre 7 de abril de 2018 e 8 de novembro de 2019, Lula nunca escondeu que pretendia disputar a presidência da República para impedir a reeleição de Bolsonaro e garantir o retorno do PT ao Palácio do Planalto seis anos depois do golpe contra Dilma Roussef.

 


Paola Tito

editor

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