Ainda que diante ao avanço da Covid-19 e constante aumento no número casos registrados, o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, segue não considerando que não estamos vivendo uma quarta onda da doença. A afirmação foi feita durante coletiva concedida à imprensa na manhã desta sexta-feira (24).

Em Minas, os dias mais frios e a nova subvariante da Ômicron elevaram a circulação do vírus. No Estado, foram mais de 14 mil novas notificações confirmadas nas últimas 24 horas, e 99 registros de óbitos entre essa quinta (23) e sexta (24).

Desde o início da pandemia, em março de 2020, 3,5 milhões de pessoas foram contaminadas pelo vírus e número de óbitos ultrapassa os 62 mil no Estado. A enfermidade, segundo o secretário, agora é considerada sazonal. “Estamos vivendo algo esperado e, portanto, não consideramos quarta onda e sim crescimento sazonal”, disse o representante da pasta, que lembra, ainda, que o aumento do número de casos não tem impactado em novos óbitos.

“Cada vez menos temos relação entre casos, internações e óbitos, e isso é fruto da vacinação. Temos uma arma em mãos e estamos muito longe do que vivenciamos em janeiro e fevereiro”, avaliou, considerando o pico da doença registrado no início do ano.

Vacinação infantil

Ainda bem abaixo do ideal, a imunização em crianças teve um salto de 10% na cobertura vacinal nos últimos dias. Entre os meninos e meninas que receberam as duas doses contra a doença, o índice, que estava estagnado em 35%, agora consiste em quase 45%. São 839 mil jovens de 5 a 11 anos protegidos.

“Conseguimos fazer campanhas vinculadas à vacinação de crianças e conseguimos aumentar a proteção. Os pais perceberam a necessidade. E agora temos que contradizer as fake news, desfazer essas notícias”, concluiu, afirmando que o Estado solicitou mais doses infantis ao governo federal para ampliar a imunização.

Sobre os atendimentos pediátricos realizados em hospitais do Estado, tema constante nas últimas semanas diante ao aumento da demanda e precariedade do serviço, Baccheretti afirmou que o pico teria passado, mas que ainda vivemos um período complexo.

“Estamos em queda de casos de doenças respiratórias e atendimento em hospitais, além de internações. E percebemos que mesmo nessa queda, estamos vendo outras doenças que não Covid”, finalizou, apresentando dados que indicam que as consultas no Hospital Infantil João Paulo II, em números, seriam inferiores a 2019, período pré-pandemia.