Senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado avaliam positivamente a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central (BC). Considerado um nome que representa o “diálogo” entre a instituição, o governo e o mercado, Galípolo tem sido visto como uma escolha “excelente” pelos parlamentares.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quarta-feira a indicação de Galípolo, atual diretor de Política Monetária do BC, para substituir Roberto Campos Neto no comando da instituição. A escolha de Galípolo já era esperada, devido à sua proximidade com a equipe econômica do governo.

O presidente da CAE, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), destacou a postura de diálogo de Galípolo e indicou que ele deve ser bem aceito pelos senadores na sabatina, embora ainda não haja uma data definida para o processo. Cardoso afirmou que a sabatina pode ocorrer após o primeiro turno das eleições, em um momento oportuno, em conjunto com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e outros parlamentares.

Renan Calheiros (MDB-AL), membro da CAE, reforçou o apoio a Galípolo, afirmando que ele “preenche todos os requisitos” para o cargo. No entanto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou dúvidas sobre se Galípolo tomará decisões técnicas de forma independente ou será influenciado pelo presidente da República.

Se confirmado, Gabriel Galípolo assumirá a presidência do Banco Central no início de 2024, com um mandato de quatro anos, podendo ser reconduzido por mais quatro.


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