Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Damares Alves (Republicanos-DF) e Magno Malta (PL-ES) embarcaram nesta quarta-feira (18) para a Itália, com o objetivo de visitar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que está presa em Roma desde julho, após ter fugido do Brasil. Segundo Girão, a viagem tem como propósito “prestar solidariedade” à parlamentar.

Carla Zambelli está detida há quase dois meses no Complexo Penitenciário de Rebibbida, na capital italiana. No Brasil, ela foi condenada a dez anos de reclusão pelos crimes de falsidade ideológica e invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a intenção de adulterar documentos. A prisão foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão da fuga. Pela decisão da Justiça italiana, ela permanecerá em cárcere enquanto tramita o processo de extradição.

A equipe de Girão informou que a viagem será custeada com recursos próprios, sem qualquer custo para o Senado Federal. Durante a estadia, os senadores também planejam encontros com “autoridades italianas”, embora os nomes não tenham sido divulgados.

Antes de ter o pedido de cassação apresentado pelo STF, Zambelli solicitou licença de 127 dias do mandato, concedida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Durante sua ausência, o deputado Coronel Tadeu (PL-SP) assumiu a vaga. Após sua saída do Brasil, o Supremo pediu a prisão e também a cassação de seu mandato.

Zambelli foi presa no dia 29 de julho, depois de ser incluída na lista vermelha da Interpol, que a tornou procurada em 196 países. Na semana passada, ela participou virtualmente de uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que analisava um pedido de cassação de seu mandato. Durante a reunião, em determinado momento, a deputada se emocionou e chorou.

Foto Lula Marques/EBC


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